POLÍTICA

VÍDEO: Eduardo Bolsonaro admite ter pedido sanções contra ministros do STF

Deputado cassado voltou a defender sanções contra ministros da Corte
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 21/06/2026 - 09:01
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Agência Câmara
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais em que reafirma ter atuado para que o governo dos Estados Unidos imponha sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que está disposto a enfrentar uma "guerra", mesmo que isso exija "sacrifícios".

Na gravação, Eduardo admite que tem defendido publicamente a aplicação de medidas contra integrantes da Corte e afirma que essa seria a razão de sua condenação.

"Esse é o meu crime. Está em rede social. Tem vídeo meu pedindo sanção individual contra violador de direitos humanos", declarou. Segundo ele, as sanções defendidas incluem cassação de visto para entrada nos Estados Unidos, bloqueio de bens e valores no país e proibição de relações comerciais com cidadãos e empresas norte-americanas.

Ao comentar a decisão do STF, o ex-deputado afirmou que não pretende negociar com o que chamou de "regime". "Vocês queriam o quê? Que eu negociasse com esse regime nessas condições? Eu não vou negociar", disse.

Em outro trecho, Eduardo compara ministros da Corte a criminosos e afirma que apenas demonstrações de força seriam capazes de conter suas ações.

"Essas pessoas são iguaizinhas aos traficantes de droga, ao bandido violento. Só respeitam o que temem. Se nós não demonstrarmos que temos aqui uma força maior do que a deles, dispostos a ir para uma guerra onde haverá sacrifícios, eles vão continuar fazendo o que eles sempre fizeram", afirmou.

Na última terça-feira, 16, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo relacionado à investigação da trama golpista. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. O ex-deputado também foi declarado inelegível por 12 anos e condenado ao pagamento de multa de R$ 162 mil.


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