economia
Conta de luz deve subir 8,6%: saiba quais são aparelhos vilões do consumo
Engenheiro eletricista revela hábitos de uso consciente que fazem a diferença
A conta de energia do brasileiro deve ficar ainda mais cara em 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta que o reajuste médio seja de 8,6% neste ano, de acordo com a segunda edição do boletim InfoTarifas. Além disso, a estimativa é que os consumidores precisarão arcar com pelo menos R$ 47,8 bilhões em subsídios, um crescimento de 15,4% em relação a 2025 — valores que acabam sendo repassados à conta final.
“Os equipamentos que mais consomem energia nas casas dos brasileiros são os que ficam ligados por longos períodos ou que geram aquecimento e resfriamento”, afirma Poffo. “Chuveiro elétrico e ar-condicionado exigem muita potência em pouco tempo, enquanto a geladeira funciona 24h por dia”.
O especialista também chama atenção para itens como ferro de passar, forno elétrico e lava-louças. Além disso, alerta para o consumo agregado: “Alguns aparelhos consomem pouco individualmente, mas quando existem em grande quantidade, como lâmpadas antigas, acabam pesando bastante na conta”.
Pequenos hábitos que fazem diferença
Segundo o engenheiro, muitos aumentos na conta de luz estão ligados ao uso inadequado dos equipamentos. Entre os erros mais comuns estão não substituir lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos LED; tomar banhos longos ou muito quentes, mesmo no verão; deixar portas e janelas abertas com o ar-condicionado ligado; e colocar o ar-condicionado em temperaturas abaixo de 23 °C.
“O ideal é manter o ar-condicionado entre 23 °C e 24 °C, que é a faixa de melhor rendimento do equipamento, garantindo conforto térmico com maior eficiência energética”, orienta Poffo.
Por funcionar de forma contínua, a geladeira merece cuidados específicos. O especialista recomenda respeitar as distâncias indicadas no manual em relação às paredes e evitar proximidade com fontes de calor, como fogões; evitar abrir a porta sem necessidade; não guardar alimentos ainda quentes; ajustar corretamente o termostato; e verificar regularmente a vedação das borrachas da porta.
“Uma borracha ressecada permite a fuga do ar frio, forçando o motor a trabalhar mais e aumentando o consumo. É um detalhe simples, mas que faz diferença no fim do mês”, destaca.
Troca de aparelhos antigos
Outra medida importante é avaliar a idade dos eletrodomésticos. Equipamentos mais antigos tendem a ser menos eficientes energeticamente.
“Os principais eletrodomésticos comercializados no Brasil já seguem programas de eficiência energética. Modelos mais novos são projetados para consumir menos energia e podem representar uma economia significativa no médio e longo prazo”, afirma Poffo.
Diante da perspectiva de novos aumentos tarifários, o especialista reforça que a combinação entre consumo consciente, manutenção adequada e escolha de equipamentos eficientes é a melhor estratégia para reduzir o impacto da conta de luz no orçamento familiar neste ano.



