Rivalidade política

Renan vai ao STF contra Eudócia por ser chamado de maior corrupto do país

STF ainda não escolheu relator para queixa-crime contra senadora por difamação
Agência Senado
Audiência da CAE foi marcada por bate-boca entre Renan  e Eudócia
Audiência da CAE foi marcada por bate-boca entre Renan e Eudócia

O Supremo Tribunal Federal ainda não fez o sorteio do nome do relator que vai dar parecer sobre a queixa-crime de autoria do senador Renan Calheiros (MDB) contra a senadora Eudócia Caldas (PSDB), que o chamou de "o homem mais corrupto do Brasil em postagem nas redes sociais.

Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou a queixa-crime ao Supremo nesta sexta-feira, 12. Ele pede no processo que Eudócia, mãe do ex-prefeito de Maceió JHC, seja condenada por calúnia e difamação. 

Além de postar nas redes sociais, a senadora havia falado a mesma coisa durante reunião de uma comissão do Senado. “Se a intenção for falar aqui de corrupção, o senhor é o homem mais corrupto que tem no Brasil. Eu não ia mostrar, não, mas agora o senhor me obrigou”, declarou a parlamentar, que é adversária política de Renan em Alagoas.

Na ocasião, a senadora tucana rebatia uma declaração do emedebista sobre aplicações no Banco Master do fundo de previdência de Maceió, durante a gestão do ex-prefeito JHC.

Ao levar o caso ao STF, os advogados de Renan alegaram que as declarações não estão abarcadas pela imunidade parlamentar e configuram discurso com “conteúdo ofensivo e sabidamente inverídico”.

Os defensores pontuam que Eudócia tem recorrido a “recortes jornalísticos que remontam a fatos passados há décadas, dos quais não resultou nenhuma reprimenda” ao senador alagoano. 

“Analisando o conteúdo dos discursos trazidos a esta inicial, verifica-se que a emissão dos conceitos negativos em face do Querelante  não possui qualquer relação com o desempenho das funções parlamentares da Querelada uma vez que as publicações foram veiculadas em seu perfil pessoal do Instagram, sem qualquer vínculo funcional com o exercício do mandato parlamentar”, defendem.


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