POLÍCIA
Possível suspeito de balear irmão de Eloá Pimentel é morto em confronto
Secretaria de Segurança afirma que ainda não é possível confirmar envolvimento
Um homem morreu na noite de quarta-feira, 1º, durante um confronto com policiais militares no bairro de Guaianases, na zona leste de São Paulo. Ele é investigado por possível envolvimento no atentado contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Pimentel, morta em um caso que chocou o país em 2008.
Segundo a Polícia Militar, equipes receberam uma denúncia indicando o paradeiro de um possível envolvido no crime. Durante a abordagem, o homem teria reagido atirando contra os policiais, que revidaram. Ele foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Na manhã desta quinta-feira, 2, a corporação informou que ainda não é possível confirmar que o homem tenha sido o autor do disparo que atingiu o tenente. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) reforçou que "a Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel". A pasta informou ainda que uma pistola calibre .38 foi apreendida com o homem.
Ronickson Pimentel está internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ser atingido por um disparo na cabeça.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, jovem que foi mantida refém pelo então namorado, Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. O cárcere, que durou cerca de 100 horas e teve ampla cobertura ao vivo pela televisão, terminou com a morte de Eloá e marcou um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do Brasil.



