Campanha salarial
Negociação salarial entre bancos e trabalhadores é retomada sem avanço
Categoria rejeita proposta da Fenaban, que representa perda salarial real
Teve início na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto, a 11ª mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Na negociação anterior, em 25 de agosto, os banqueiros apresentaram duas propostas rebaixadas, ambas rejeitadas em mesa pelo Comando Nacional dos Bancários.
Com a estimativa da INPC até a data-base da categoria (1º de setembro) em 4,13%, este índice de 2,57% de reajuste representaria apenas 62% da inflação (INPC) e uma perda salarial real de 1,5% para a categoria.
O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta inaceitável e a recusou na mesa de negociação. Existe a possibilidade de nova paralisação nacional das atividades.
“A categoria se manterá mobilizada nas redes e nas ruas, e o Comando Nacional segue à disposição das negociações durante toda a semana”, pontuou Juvandia Moreira do Comando Nacional.
A Fenaban propôs:
- Aumento de 2,06% sobre os salários e demais verbas, representando preda real de 1,99%;
- Congelamento de aumento no auxílio creche, babá, para filhos com deficiência e teletrabalho;
- Fim da indenização por morte e do auxílio funeral; e
- Retirada da multa em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
“É uma proposta que a gente não vai nem avaliar, não vamos levar para a categoria, porque é um desrespeito com os trabalhadores, que estão ansiosos, aguardando uma proposta decente e após várias mesas de enrolação, essa proposta não contempla as nossas necessidades. Então, já recusamos na mesa, a Fenaban pediu mais uma pausa e voltaremos na parte da tarde para retomar a negociação”, informou a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, que integra a Comando Nacional dos Bancários.



