JUSTIÇA

STF marca conciliação sobre critérios do Fundo de Participação

Audiência em novembro busca acordo sobre distribuição de recursos entre entes federativos
Reprodução
Supremo Tribunal Federal marcou audiência de conciliação para discutir critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados
Supremo Tribunal Federal marcou audiência de conciliação para discutir critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 12 de novembro uma audiência de conciliação para discutir a aplicação dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). A reunião será realizada presencialmente, às 14h30, na Sala de Sessões da Primeira Turma do tribunal, em Brasília.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do STF desta sexta-feira, 9 de outubro. O processo foi encaminhado pelo Plenário da Corte ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol), vinculado à Presidência do tribunal, para buscar um entendimento entre as partes envolvidas.

A discussão trata da aplicação dos critérios previstos na Lei Complementar nº 62/1989, alterados pela Lei Complementar nº 143/2013, na parte considerada válida pelo Supremo. O caso tramita na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5069, do Distrito Federal.


De acordo com o despacho, as partes poderão apresentar previamente, por escrito, suas propostas de conciliação e documentos que contribuam para esclarecer os pontos de divergência.

Os participantes também deverão indicar representantes com poderes para negociar e firmar acordos. A inscrição desses representantes nos autos deverá ser feita até 5 de novembro.

O despacho foi assinado em 8 de outubro por Maria Aparecida Blanco de Lima, coordenadora do Núcleo de Solução Consensual de Conflitos do STF. As partes envolvidas e a Procuradoria-Geral da República deverão ser intimadas sobre a audiência.

O Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal é uma transferência de recursos da União para os governos estaduais e o Distrito Federal. Os critérios de distribuição são relevantes para o financiamento das administrações estaduais, e a discussão no Supremo busca construir consenso sobre a aplicação das regras que permaneceram válidas após a análise da Corte.

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