POLÍTICA
Offshore ligada a Flávio era gerida por presidente de entidade de bets
Empresa de amigo do senador era administrada por Mateo Scudeler, da associação do setor de apostas
A offshore Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), era administrada por Mateo Scudeler, então presidente da Associação Nacional dos Operadores Estaduais de Jogos e Loterias (Opera Legal), entidade que representa empresas de apostas. A informação foi publicada pela coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.
Registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, a empresa é proprietária de uma cota do jatinho Legacy 650, utilizado por Flávio e pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Reportagens anteriores apontaram que o senador aparecia como “usuário master” de uma conta bancária vinculada à offshore.
A Opera Legal representa casas de apostas com licenças estaduais, entre elas Pixbet, Vai de Bet e MarjoSports. Scudeler teria administrado a Alcazar de abril de 2023 a junho de 2026, período em que também presidiu a associação.
Willer Tomaz nega ter compartilhado conta bancária com Flávio e afirma que houve um erro cadastral do Santander. Também diz que sua relação com o senador é apenas de amizade e que atua como advogado da RioPag, sem administrar a empresa.
Scudeler afirma que nunca foi sócio da Alcazar, apenas administrador contratado, e nega que Flávio tenha figurado como “usuário master” de uma conta sob sua responsabilidade. Ambos negam irregularidades.
Flávio Bolsonaro afirmou, segundo reportagens anteriores, que foi convidado por Tomaz para viajar no jatinho. Os vínculos citados nas publicações não comprovam, por si só, a prática de crime pelos envolvidos.



