MEIO AMBIENTE
Fumaça de queimadas deixa qualidade do ar em Manaus em nível perigoso
Concentração de partículas finas supera em 59 vezes o limite anual recomendado pela OMS
A fumaça provocada pelas queimadas levou a qualidade do ar em Manaus a um nível considerado perigoso na manhã deste sábado, 17. Por volta das 6h, a capital do Amazonas registrou 441 pontos no índice de poluição atmosférica, o pior resultado entre as capitais brasileiras naquele momento, segundo a plataforma internacional IQAir.
A situação em Manaus era significativamente mais grave do que a observada em outras capitais da região. Porto Velho, em Rondônia, ocupava a segunda posição entre as cidades com pior qualidade do ar no levantamento, com 65 pontos no índice, bem abaixo dos 441 registrados na capital amazonense.
Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontaram condições críticas na cidade.
Por volta das 6h55, os pontos de monitoramento da capital apresentavam qualidade do ar classificada como "péssima". Em uma das estações, a concentração de partículas chegou a 456,4 µg/m³, valor superior ao registrado pela IQAir pouco antes.
De acordo com os parâmetros utilizados pelo Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas permanece entre 0 e 25 µg/m³. Acima dessa faixa, a classificação passa por níveis progressivamente mais preocupantes, de moderada a péssima.
A elevada concentração de PM2.5 é motivo de preocupação porque essas partículas são pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição à poluição gerada pela fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.



