ELEIÇÕES 2026

Após novo Paraná Pesquisas, como fica a disputa Flávio x Lula

Levantamento aponta corrida apertada e cenário indefinido para 2º turno
Por Redação 05/04/2026 - 12:25
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Reprodução
Flávio Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados em simulações recentes para a eleição presidencial
Flávio Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados em simulações recentes para a eleição presidencial

Uma nova rodada do instituto Paraná Pesquisas, divulgada na quinta-feira, 30, indica que a disputa presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais equilibrada.

O levantamento mostra que Lula segue à frente na intenção de votos no primeiro turno, mas com vantagem menor. O presidente aparece com 41,3%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37,8%. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o cenário configura empate técnico.

No segundo turno, a disputa se mostra ainda mais apertada. Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 45,2% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44,1%. A diferença também está dentro da margem de erro.


A pesquisa aponta ainda que 53,3% dos entrevistados afirmam que Lula não merece ser reeleito, enquanto 43,7% apoiam um novo mandato do presidente.

Outros institutos de pesquisa também indicam cenário semelhante. Levantamentos de AtlasIntel, Genial/Quaest e Datafolha vêm registrando redução da vantagem de Lula e crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas semanas.

Apesar das diferenças metodológicas entre os institutos, o diagnóstico geral converge: a eleição presidencial segue aberta e deve ser decidida por margem estreita de votos.

Os dados também reforçam uma forte polarização política, com dois polos bem definidos e pouco espaço para candidaturas alternativas. Lula mantém uma base eleitoral consolidada, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em trajetória de crescimento e como principal nome da direita, herdando parte do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nesse cenário, especialistas avaliam que a disputa tende a ser longa e sensível a fatores como desempenho econômico, rejeição dos candidatos e capacidade de mobilização durante a campanha.


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