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Avanço de Lula pode influenciar alianças e estratégias da disputa em AL
Resultado da Quaest amplia debate sobre palanques presidenciais no Estado
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliando sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, tende a repercutir também nos bastidores da política alagoana. A análise é do jornalista Voney Malta.
O levantamento aponta Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O resultado representa uma mudança em relação aos meses anteriores. Em maio, os dois apareciam em situação de empate técnico, com 42% e 41%, respectivamente. Em abril, Flávio registrava vantagem numérica de 42% a 40%.
Em Alagoas, os principais pré-candidatos ao Governo e ao Senado acompanham atentamente os movimentos da disputa nacional. O senador Renan Filho (MDB), pré-candidato ao governo estadual, mantém alinhamento político com Lula. O mesmo ocorre com o senador Renan Calheiros (MDB), que buscará a reeleição ao Senado e integra a base de apoio do governo federal.
Do outro lado, o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), ainda não definiu publicamente qual posição adotará na disputa presidencial. A indefinição é observada por aliados e adversários, especialmente diante da polarização nacional que pode voltar a influenciar fortemente as eleições estaduais.
Na corrida ao Senado, o deputado federal Arthur Lira (PP), também apontado como pré-candidato, mantém interlocução com diferentes correntes políticas e trabalha na construção de um palanque amplo, reunindo lideranças de campos ideológicos distintos.
O cenário ganha relevância porque a experiência eleitoral recente demonstra que a disputa presidencial exerce influência sobre as eleições locais. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula em Maceió, mas o petista obteve desempenho superior no interior do Estado, garantindo a vitória em Alagoas.



