ELEIÇÕES 2026

MP apura possível burla eleitoral de vice de Renan Filho em Alagoas

Medida consta no Diário do Ministério Público Eleitoral desta quinta-feira
Divulgação
MP apura possível burla eleitoral de vice de Renan Filho em Alagoas
MP apura possível burla eleitoral de vice de Renan Filho em Alagoas

O Ministério Público Eleitoral abriu procedimento para apurar possível burla no prazo de desincompatibilização de Yale Fernandes (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Renan Filho. A medida consta no Diário do MPAL desta quinta-feira, 20.

Segundo a portaria, Yale deixou formalmente o cargo de secretário executivo da Prefeitura de Arapiraca seis meses antes do pleito, mas, logo depois, foi nomeado assessor técnico especial I na mesma gestão, em posição hierárquica inferior.

O MP destaca que, apesar da mudança de cargo, Yale continuou recebendo a mesma remuneração e permaneceu na administração municipal até três meses antes da eleição. A apuração busca saber se houve apenas mudança formal ou efetivo afastamento das funções de comando.

A portaria cita a Lei de Inelegibilidades, segundo a qual secretários municipais e ocupantes de funções semelhantes precisam se afastar definitivamente seis meses antes da eleição para concorrer a vice-governador.

A Prefeitura de Arapiraca terá 24 horas para entregar a legislação que define as atribuições do cargo de assessor, a tabela salarial e a relação de processos, ordens de serviço, atos orçamentários e despachos em que Yale tenha atuado entre abril e julho.

Yale integra oficialmente a chapa de Renan Filho nas Eleições 2026. O pedido de registro tramita sob o número 0600808-82.2026.6.02.0000, na coligação “Pra Alagoas Fazer História de Novo”, formada pelo MDB e partidos aliados.

Antes da definição, o EXTRA mostrou que o MDB havia registrado inicialmente Marina Lamenha como vice, mas a própria ata autorizava a Executiva do partido a substituir o nome até o prazo eleitoral. Yale acabou escolhido na reta final do registro.

A escolha também colocou Arapiraca no centro da chapa. O EXTRA já havia destacado o peso eleitoral do município, segundo maior colégio de Alagoas, e as articulações para atrair o apoio do prefeito Luciano Barbosa para a candidatura de Renan Filho.

Antes da abertura do procedimento, informações divulgadas pelo 7Segundos apontaram que Yale deixou o posto de secretário com efeitos a partir de 1º de abril e permaneceu como assessor até 30 de junho, sustentando que os prazos formais teriam sido cumpridos.

É justamente a natureza dessa passagem pelo segundo cargo que agora será analisada. O MP quer verificar as atribuições realmente desempenhadas, a folha de pagamento e se houve desligamento material do núcleo de poder da administração municipal.

A abertura do procedimento não representa conclusão sobre eventual inelegibilidade. A apuração servirá para reunir elementos e poderá subsidiar medidas perante a Justiça Eleitoral. A Procuradoria Regional Eleitoral também será comunicada sobre o caso.


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