SAÚDE

O que causou a convulsão de Henri Castelli no BBB 26? Entenda

Calor intenso, privação de sono e desidratação estão entre os fatores
Por Redação 14/01/2026 - 20:13
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Foto: Reprodução/TV Globo
Henri Castelli no Big Brother Brasil
Henri Castelli no Big Brother Brasil

O ator Henri Castelli, de 47 anos, precisou ser encaminhado a um hospital na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após sofrer uma crise convulsiva durante uma prova de resistência no Big Brother Brasil 26. O episódio ocorreu na manhã desta quarta-feira, 14, e mobilizou a equipe médica do reality.
 


De acordo com especialistas ouvidos pela Folhapress, crises convulsivas não estão restritas a pessoas diagnosticadas com epilepsia. Elas podem ocorrer de forma súbita, provocadas por uma descarga elétrica anormal no cérebro, resultando em movimentos involuntários, alterações da consciência ou mudanças abruptas de comportamento.

Entre as possíveis causas estão distúrbios metabólicos, como queda do açúcar no sangue ou redução dos níveis de sódio, além de infecções, abstinência de álcool e traumatismos. A neurologista Letícia Sampaio, da Academia Brasileira de Neurologia, explica que qualquer pessoa pode apresentar uma convulsão ao longo da vida, independentemente da idade.

Além das causas clínicas, alguns fatores funcionam como gatilhos importantes. Privação de sono, calor excessivo, desidratação e estresse físico ou emocional aumentam a excitabilidade do cérebro e reduzem o limiar convulsivo, favorecendo a ocorrência de crises, especialmente em ambientes de esforço extremo.

"O aumento da temperatura corporal pode tornar o cérebro mais excitável, enquanto a desidratação provoca perda de eletrólitos, especialmente sódio, alterando a condução elétrica cerebral. Situações de estresse físico ou emocional também podem favorecer o surgimento de crises, devido à liberação de hormônios que aumentam a excitabilidade neuronal."

O que fazer em caso de crise convulsiva 

Diante de uma crise convulsiva, a principal recomendação é manter a calma e priorizar a segurança da pessoa que está passando pelo episódio. O objetivo inicial deve ser evitar quedas e lesões, afastando objetos que possam causar ferimentos e garantindo um ambiente minimamente seguro.

Segundo a neurologista Letícia Sampaio, da Academia Brasileira de Neurologia, a pessoa deve ser colocada de lado, posição que ajuda a prevenir a aspiração de saliva ou vômito. A especialista reforça que não se deve, em hipótese alguma, colocar objetos ou os dedos dentro da boca, já que a ideia de “segurar a língua” é um mito e pode provocar mordidas, fraturas dentárias ou engasgamento.

Também não é recomendado tentar conter os movimentos, imobilizar o corpo ou realizar estímulos como jogar água, abanar, sacudir ou gritar. Essas atitudes não interrompem a convulsão e aumentam o risco de lesões físicas durante o episódio.

Outro ponto fundamental é observar a duração da crise. Caso ultrapasse cinco minutos, ocorra de forma repetida ou seja a primeira convulsão da vida, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente. Após o término, é comum que a pessoa apresente confusão ou sonolência, devendo permanecer acompanhada até a completa recuperação.


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