CLÁSSICO

“Calunga” ganha adaptação para o cinema com lançamento oficial em Maceió

Apresentação do projeto acontece no dia 17 de abril, na Assembleia Legislativa de Alagoas
Assessoria
Romance social “Calunga”, obra do escritor alagoano Jorge de Lima, vai ganhar uma adaptação para o cinema
Romance social “Calunga”, obra do escritor alagoano Jorge de Lima, vai ganhar uma adaptação para o cinema

O romance social “Calunga”, obra do escritor alagoano Jorge de Lima, vai ganhar uma adaptação para o cinema. O lançamento oficial do projeto será realizado nesta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Alagoas, marcando o início da produção do longa-metragem que promete destacar a cultura e as paisagens do estado.

A apresentação ocorre durante a solenidade de entrega do título de cidadã alagoana à cineasta Renata Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema e viúva de Cacá Diegues. Renata integra o projeto como produtora associada, ao lado do jornalista e apresentador Pedro Bial.

Baseado no livro lançado originalmente em 1935 e recentemente relançado pela editora Alfaguara com prefácio de Claufe Rodrigues, o longa contará a história de Lula Bernardo, personagem que deve ser interpretado por Marcos Palmeira. O enredo acompanha o retorno do protagonista aos manguezais alagoanos, onde enfrenta desafios sociais, doenças e conflitos com figuras de poder local, como o Coronel Totô, papel que será interpretado por Chico de Assis.

A narrativa mergulha no universo dos cambembes, descendentes dos índios caetés, retratando uma população historicamente marginalizada que vive da pesca e da coleta de mariscos nos manguezais. O filme também pretende revelar um Nordeste ainda pouco explorado pelo cinema nacional, com destaque para as lagoas e comunidades tradicionais de Alagoas.

De acordo com Claufe Rodrigues, que assina a direção, o roteiro e a produção do projeto, a adaptação tem potencial para ampliar o alcance da obra de Jorge de Lima e valorizar a identidade cultural do estado. Segundo o diretor, “é uma história universal, em que dois reinos miseráveis se enfrentam, simbolizando a luta entre bem e mal, novo e velho, conhecimento e ignorância”. Ele também faz uma comparação com o clássico do cinema nacional dirigido por Nelson Pereira dos Santos e acrescenta que “se ele fez ‘Vidas Secas’, Calunga será o nosso ‘vidas molhadas’”.

O longa “Calunga” será integralmente rodado em Alagoas, com a utilização de mão de obra local, envolvendo atores e técnicos da região. O projeto tem a Poetica Produções Artísticas como proponente e será viabilizado com recursos captados por meio da Lei do Audiovisual. O Governo do Estado de Alagoas é o primeiro patrocinador da iniciativa.

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