SAÚDE

OMS confirma morte por vírus Nipah em Bangladesh e mantém alerta

Caso foi registrado na Divisão de Rajshahi; risco global é considerado baixo
Por Redação 07/02/2026 - 15:33
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Reprodução/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA
Vírus isolado Nipah observado em laboratório
Vírus isolado Nipah observado em laboratório

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, na sexta-feira, 6, a morte de uma mulher infectada pelo vírus Nipah em Bangladesh. Apesar do novo caso fatal, a entidade avalia que o risco de disseminação internacional da doença permanece baixo.

A vítima, com idade estimada entre 40 e 50 anos, começou a apresentar febre e sintomas neurológicos na terça-feira, 21 de janeiro. Ela foi internada alguns dias depois e morreu no hospital após a confirmação da infecção.

O caso foi registrado na Divisão de Rajshahi, região onde pequenos surtos do vírus já haviam sido observados anteriormente.


Após a confirmação, as autoridades de saúde identificaram 35 pessoas que tiveram contato com a paciente. Todas foram submetidas a testes e seguem sob monitoramento, sem registro de resultados positivos até o momento.

Segundo a OMS, o acompanhamento é fundamental para evitar a propagação do vírus e detectar possíveis novos casos de forma precoce.

A principal suspeita é que a infecção tenha ocorrido após o consumo de seiva crua de tâmara, prática comum em algumas regiões do país. Esse alimento pode ser contaminado por secreções de morcegos frugívoros, considerados hospedeiros naturais do vírus Nipah.

Especialistas alertam que o contato com alimentos contaminados é uma das principais formas de transmissão da doença em Bangladesh.

Identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, o vírus Nipah pode causar desde sintomas leves até quadros graves, com complicações neurológicas e respiratórias. Entre os principais sinais estão febre, dor de cabeça, fraqueza, vômitos e convulsões.

Bangladesh registrou seu primeiro caso em 2001 e segue notificando ocorrências esporádicas. De acordo com a OMS, quatro mortes associadas ao vírus foram relatadas no país ao longo de 2025.

A organização mantém vigilância ativa na região e também monitora episódios recentes na Índia. Apesar da gravidade potencial da doença, a OMS reforça que, neste momento, é improvável uma disseminação global.

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