Tensão diplomática

"Uma civilização inteira morrerá": fala de Donald Trump gera reação global

Declaração provoca críticas da ONU, políticos e do Papa
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 07/04/2026 - 18:45
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© Sputnik / Aleksei Vitvitsky / Acessar o banco de imagens
Trump ameaça destruir pontes no Irã
Trump ameaça destruir pontes no Irã

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira morrerá” diante de um possível ataque ao Irã provocou forte repercussão internacional nesta terça-feira, 7. A fala ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos.

Trump estabeleceu um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, fechada por Teerã após ataques atribuídos a forças americanas e israelenses. Apesar de afirmar que não deseja um ataque, o presidente indicou que a ação “provavelmente acontecerá”.

A declaração gerou reação imediata da Organização das Nações Unidas. O secretário-geral António Guterres manifestou preocupação com o teor das falas. Segundo o porta-voz Stéphane Dujarric, há temor de que decisões políticas e militares afetem populações inteiras.

O governo iraniano também reagiu. O representante do país na ONU, Amir-Saeid Iravani, classificou as declarações como incitação a crimes de guerra e possível genocídio. Ele afirmou que o Irã não ficará “de braços cruzados” diante de eventuais ataques e exercerá o direito de autodefesa.

Nos Estados Unidos, a fala de Trump foi criticada por políticos de diferentes correntes. O senador republicano Ron Johnson afirmou que um ataque à infraestrutura civil seria um erro. Já o líder democrata Chuck Schumer criticou duramente o presidente, enquanto a ex-vice-presidente Kamala Harris classificou as ameaças como “abomináveis”.

O comentarista conservador Tucker Carlson também se posicionou contra uma escalada militar, alertando para o risco de mortes de civis.

No campo religioso, o Papa Leão XIV condenou as ameaças, classificando-as como “inaceitáveis” e destacando que ataques contra populações civis violam o direito internacional. O pontífice ainda fez um apelo para que a comunidade internacional pressione pelo fim do conflito.

A crise se intensifica em um momento de alta instabilidade no Oriente Médio, com risco de ampliação do conflito e impactos globais, especialmente no mercado de energia.


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