Estados Unidos

Passaporte, moeda e prédios: Donald Trump espalha rosto pelo país

Passaporte comemorativo, moeda e prédios federais estão entre iniciativas que geram críticas
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 29/04/2026 - 21:35
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Departamento de Estado dos EUA
Modelo de passaporte com o rosto de Donald Trump
Modelo de passaporte com o rosto de Donald Trump

O governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas que ampliam a presença da imagem do presidente Donald Trump em símbolos públicos e itens oficiais, incluindo documentos, moedas e edifícios federais.

Uma das medidas mais recentes foi divulgada pelo Departamento de Estado, que confirmou o lançamento de uma edição especial do passaporte norte-americano com o rosto do presidente. A versão comemorativa faz parte das celebrações pelos 250 anos da independência do país e trará uma ilustração baseada no retrato oficial de Trump, além de sua assinatura e elementos como a bandeira dos EUA e a Declaração de Independência.

Outra iniciativa envolve a criação de uma moeda comemorativa de US$ 1 com a imagem do presidente. A proposta, no entanto, levanta questionamentos legais, já que a legislação americana proíbe a presença de pessoas vivas em cédulas e moedas oficiais.

Moeda de Trump aprovada para as comemorações de 250 anos dos EUA

Além disso, o governo instalou cartazes de grandes proporções com a imagem de Donald Trump em prédios públicos, como o Departamento de Justiça. Em outros edifícios federais, sua imagem aparece ao lado de ex-presidentes como Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt.

Fora dos itens comemorativos, a Casa Branca também lançou o chamado “Trump Gold Card”, um visto com custo de US$ 1 milhão que permite morar e trabalhar no país e que traz o nome e a assinatura do presidente.

As mudanças também incluem a renomeação de instituições públicas. Um dos casos mais emblemáticos foi o do Kennedy Center, tradicional centro cultural de Washington, que passou a incorporar o nome do presidente após mudanças administrativas. A decisão gerou críticas de opositores e especialistas, que questionam a legalidade da alteração sem aprovação do Congresso.


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