DECISÃO

Justiça determina retirada de ônibus escolares irregulares em Maceió

Medida vale para veículos que foram reprovados por questões de segurança
Assessoria
Justiça também determinou uma nova rodada de vistorias
Justiça também determinou uma nova rodada de vistorias

A justiça de Alagoas decidiu nesta segunda-feira, 14, que veículos de transporte escolar que não passaram por vistoria ou foram reprovados por questões de segurança devem ser retirados de circulação imediatamente em Maceió. 

A decisão foi tomada em audiência ocorrida na 28ª Vara da Infância e Juventude da Capital e foi conduzida pela juíza Fátima Pirauá no âmbito de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e pela Defensoria Pública Estadual (DPE).

Além dessa medida, a justiça também determinou uma nova rodada de vistorias pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) entre os dias 22 e 25 de abril. As inspeções serão voltadas para os veículos que já passaram por vistoria, mas apresentaram pendências relacionadas à segurança. A prefeitura deverá apresentar, até o dia 28 de abril, a lista completa das placas dos veículos que foram aprovados e estão autorizados a operar como transporte escolar.

Outras medidas definidas durante a audiência incluem a tentativa, por parte da prefeitura, de antecipar a prestação do serviço de transporte escolar pela empresa vencedora do Lote 3 da licitação em andamento, sendo o resultado dessa tentativa comunicado à Justiça até 28 de abril. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) também deverá providenciar, o quanto antes, a contratação emergencial de veículos por indenização, utilizando os mesmos critérios e valores da licitação vigente.

Além disso, o Município se comprometeu a avaliar, com prioridade, a viabilidade jurídica de lançar um edital para o credenciamento de prestadores de serviço de transporte escolar com veículos particulares, como vans, micro-ônibus e ônibus, desde que atendam aos requisitos legais.

“Apesar das decisões que ficaram encaminhadas hoje, insistimos para que a magistrada analise nosso pedido de majoração das sanções contra o Município, tendo em vista a gravidade da situação e a necessidade de resolução em prol da segurança dos estudantes e do acesso à educação”, afirmou a promotora Alexandra Beurlen.

O MPAL também solicitou que a empresa Localyne, citada por descumprir decisões judiciais anteriores, seja intimada a cumprir as determinações em vigor.


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