ENTENDA

Mulher quase tem a mão amputada após celulite infecciosa: "Havia necrose"

Atendimento rápido e cirurgias evitaram amputação e garantiram recuperação
Por Assessoria 07/02/2026 - 08:13
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Davis Silas/Ascom Maceió Saúde
Dona Gil recebeu alta com a mão preservada após tratamento no Hospital da Cidade
Dona Gil recebeu alta com a mão preservada após tratamento no Hospital da Cidade

Uma paciente chegou ao Hospital da Cidade, em Maceió, em estado grave, com risco real de amputação da mão direita, após o avanço de uma infecção. Com dores intensas, febre persistente e sinais de necrose, ela foi submetida a procedimentos de urgência e conseguiu preservar o membro graças à atuação integrada das equipes médicas.

Gilvania Teodósio, conhecida como Dona Gil, apresentou rápida evolução do quadro, com mudança na coloração da pele, que passou do vermelho ao roxo até atingir um tom escuro. A gravidade indicava a presença de tecidos comprometidos e exigiu intervenção imediata.

“Quando eu cheguei aqui, a situação já tinha se agravado. A minha mão ficou muito edemaciada e foi mudando de cor, do vermelho para o roxo, depois para o preto. O médico identificou que havia necrose”, relembrou a paciente.


Diante do quadro, a equipe de cirurgia vascular avaliou a necessidade de procedimento emergencial. Segundo o supervisor do Serviço de Cuidados com a Pele do hospital, Igor Ramos, Dona Gil apresentava um quadro avançado de celulite infecciosa, com sinais de infecção sistêmica.

“Ela chegou com hiperemia, calor, rubor e febre havia cerca de 18 dias. Foi admitida em caráter de urgência e passou por avaliação da cirurgia vascular, que indicou a realização imediata de uma fasciotomia para retirada da infecção e dos tecidos desvitalizados”, explicou.

Após a cirurgia inicial, foi iniciado um acompanhamento conjunto entre as equipes. O tratamento incluiu o uso de tecnologias específicas, como a cobertura antimicrobiana Sorbact, que auxilia no controle da infecção e na recuperação do tecido.

A paciente ainda passou por mais dois procedimentos de desbridamento até a aproximação da ferida cirúrgica e a estabilização do quadro, o que possibilitou a alta hospitalar.

Durante todo o processo, o risco de amputação esteve presente. “Havia, sim, a possibilidade de perda do membro. Por isso, o diagnóstico precoce e a atuação de uma equipe especializada fazem toda a diferença”, destacou Igor Ramos.

Enfermeira de profissão, Dona Gil ressaltou a importância da recuperação para sua vida pessoal e profissional. “Os médicos chegaram a dizer que talvez eu não pudesse mais usar a mão, mas graças a Deus e à equipe, o doutor César Ronaldo conseguiu salvá-la. Hoje eu já consigo assinar meus procedimentos e, em breve, voltar a trabalhar”, comemorou.

Com a saúde restabelecida, ela recebeu alta na sexta-feira, 6, e seguirá o tratamento em casa.

A diretora-geral do Hospital da Cidade, Célia Fernandes, afirmou que o caso reflete o modelo de atendimento adotado pela unidade. “Investimos na integração das equipes, na padronização dos processos e no uso de tecnologias para garantir segurança e resolutividade”, disse.

Já a diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciuncula, destacou que o episódio simboliza o objetivo da instituição. “Nossa missão é tornar o hospital uma referência regional em qualidade assistencial, com foco na segurança do paciente e na excelência do cuidado”, afirmou.

Ao deixar o hospital, Dona Gil resumiu o sentimento após a recuperação. “Só gratidão. Graças a essa cura, eu posso continuar trabalhando e cuidando de outras pessoas”, declarou.


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