DINHEIRO

Prefeitura de Maceió contesta dados do Poder360 sobre déficit no Iprev

Instituto informou que mais de 85% dos recursos estão aplicados no Banco do Brasil
Por Redação 09/04/2026 - 10:00
A- A+
Ascom Iprev
Sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió
Sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió

A Prefeitura de Maceió informou nesta quinta-feira, 9, que o regime próprio de previdência do município apresenta superávit e contestou dados divulgados pelo site Poder360 sobre um déficit de R$ 299,4 milhões no Iprev, com base em informações do Cadprev.

Segundo a Maceió Previdência, o patrimônio do instituto soma R$ 1,6 bilhão, valor que, conforme o órgão, triplica o montante registrado em 2021, início da atual gestão municipal, indicando evolução nos recursos do fundo.

"O patrimônio do instituto é de R$ 1,6 bilhão. Três vezes maior que em 2021, quando foi iniciada a atual gestão. O que mostra a responsabilidade, seriedade administrativas", informou por meio de nota.

O instituto informou que mais de 85% dos recursos estão aplicados no Banco do Brasil, enquanto cerca de 8% foram destinados ao Banco Master, dentro de critérios como habilitação em órgãos reguladores e limites para aplicação em letras financeiras.

Ainda de acordo com a Maceió Previdência, a contratação do Banco Master ocorreu dentro de normas legais e técnicas, e a instituição atendia aos requisitos do Banco Central no momento da operação.

O contexto envolve a posse do prefeito Rodrigo Cunha, no domingo, 5, que assumiu a gestão com a proposta de manter ações do ex-prefeito João Henrique Caldas, enquanto surgiram dados do Ministério da Previdência apontando déficit em fundos de cidades que investiram no Banco Master.

Levantamento do Poder360 indica que Maceió lidera o volume aplicado no banco entre municípios, com R$ 97 milhões, em um total de R$ 447,5 milhões investidos por 15 cidades, das quais cinco apresentam resultado atuarial negativo.

O Ministério da Previdência informou que perdas relacionadas a esses investimentos devem ser cobertas pelos cofres municipais, já que letras financeiras não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos, elevando o risco em casos de liquidação da instituição financeira.


Encontrou algum erro? Entre em contato