JUSTIÇA

Bancário que atropelou duas pessoas é condenado a mais de 23 anos de prisão

Vítimas morreram e uma terceira mulher ficou com sequelas
Reprodução
Sérgio Praxedes dos Santos Filho foi condenado após júri popular em Maceió
Sérgio Praxedes dos Santos Filho foi condenado após júri popular em Maceió

Sérgio Praxedes dos Santos Filho foi condenado nesta segunda-feira, 28, após júri popular pelo acidente que matou duas pessoas e deixou uma mulher com sequelas físicas em Maceió. A sentença foi proferida pela 8ª Vara Criminal da Capital e determinou o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado.

O caso aconteceu em 23 de julho de 2021, na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol. Segundo o processo, o réu havia saído de um posto de combustíveis quando entrou na contramão em alta velocidade e atingiu uma motocicleta conduzida por Pedro Alves de Souza Júnior, que morreu no local.

Na sequência, outra motocicleta, ocupada por José Cícero da Silva e Quitéria Gonçalves Amorim, também foi atingida. Os dois foram levados ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas José Cícero não resistiu aos ferimentos. Quitéria sobreviveu e ficou com sequelas físicas.


Durante o julgamento, os jurados entenderam que o motorista assumiu o risco de provocar os resultados ao dirigir nas circunstâncias apontadas no processo. Com isso, foram reconhecidos dois homicídios e uma lesão corporal grave na modalidade dolosa.

A sentença considerou a existência de concurso formal impróprio entre os crimes. Dessa forma, as penas foram somadas pelo sistema do cúmulo material.

Segundo a decisão, foram estabelecidos 10 anos de reclusão pela morte de Pedro Alves, outros 10 anos pela morte de José Cícero e 2 anos, 3 meses e 3 dias pela lesão corporal grave sofrida por Quitéria.

O processo também registra que, antes do acidente, Sérgio Praxedes havia sido filmado e fotografado consumindo bebidas alcoólicas durante uma festa. Depois, ele passou por um posto de combustíveis e entrou na Avenida Fernandes Lima pela contramão.

Após a colisão, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro. Conforme os autos, porém, havia garrafas de cerveja vazias no veículo e foram identificados sinais de embriaguez, como odor e hálito característicos.

Sérgio Praxedes está preso desde o acidente. Durante o processo, a defesa pediu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar e, posteriormente, por monitoração eletrônica. Os pedidos foram negados pela Justiça, que considerou a gravidade do caso.


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