INVESTIGAÇÃO
Jovem já sofria ameaças antes de ser levada de casa em Maceió, diz polícia
Gleice de Assis foi levada por homens encapuzados e está desaparecida
A jovem Gleice de Assis, de 22 anos, já vinha sofrendo ameaças e havia sido obrigada a deixar a casa onde morava antes de desaparecer em Maceió. Segundo a Polícia Civil, ela foi retirada do imóvel meses antes de ser levada por homens encapuzados. O ex-companheiro dela está preso preventivamente.
Depois disso, a jovem passou a morar em outras localidades e posteriormente voltou para a região do Caetés, próxima ao Planalto. Mesmo após a mudança, segundo a investigação, ela continuou recebendo ameaças.
O ex-companheiro, de 35 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil em 2 de outubro, no Jacintinho. Após a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.
A Polícia Civil afirma ter identificado contradições no depoimento do investigado e reunido relatos que indicariam que ele mantinha contato com Gleice e pessoas próximas a ela. A investigação aponta ainda que ele teria tentado pressioná-la a deixar a região.
O desaparecimento é investigado inicialmente como sequestro, mas a polícia também apura outras possibilidades. Segundo o delegado, há uma grande possibilidade de Gleice estar morta, embora a hipótese de ela estar viva ainda não tenha sido descartada.
Até o momento, a jovem não foi localizada e nenhum corpo foi encontrado. O investigado poderá responder por outros crimes, como homicídio qualificado e ocultação de cadáver, caso novos elementos sejam confirmados.
Informações sobre o paradeiro de Gleice podem ser repassadas pelo Disque Denúncia, no 181. O serviço é gratuito e permite denúncias anônimas.



