INVESTIGAÇÃO

Jovem já sofria ameaças antes de ser levada de casa em Maceió, diz polícia

Gleice de Assis foi levada por homens encapuzados e está desaparecida
Reprodução
Gleice de Assis, de 22 anos, está desaparecida em Maceió; Polícia Civil investiga o caso
Gleice de Assis, de 22 anos, está desaparecida em Maceió; Polícia Civil investiga o caso

A jovem Gleice de Assis, de 22 anos, já vinha sofrendo ameaças e havia sido obrigada a deixar a casa onde morava antes de desaparecer em Maceió. Segundo a Polícia Civil, ela foi retirada do imóvel meses antes de ser levada por homens encapuzados. O ex-companheiro dela está preso preventivamente.

De acordo com o delegado João Marcelo, responsável pelo caso, Gleice recebeu uma ordem para deixar a residência após o assassinato do irmão, Douglas, ocorrido no ano passado. Como não teria cumprido a determinação, ela acabou sendo expulsa pelo ex-companheiro em janeiro deste ano.

Depois disso, a jovem passou a morar em outras localidades e posteriormente voltou para a região do Caetés, próxima ao Planalto. Mesmo após a mudança, segundo a investigação, ela continuou recebendo ameaças.


O ex-companheiro, de 35 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil em 2 de outubro, no Jacintinho. Após a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.

A Polícia Civil afirma ter identificado contradições no depoimento do investigado e reunido relatos que indicariam que ele mantinha contato com Gleice e pessoas próximas a ela. A investigação aponta ainda que ele teria tentado pressioná-la a deixar a região.

O desaparecimento é investigado inicialmente como sequestro, mas a polícia também apura outras possibilidades. Segundo o delegado, há uma grande possibilidade de Gleice estar morta, embora a hipótese de ela estar viva ainda não tenha sido descartada.

Até o momento, a jovem não foi localizada e nenhum corpo foi encontrado. O investigado poderá responder por outros crimes, como homicídio qualificado e ocultação de cadáver, caso novos elementos sejam confirmados.

Informações sobre o paradeiro de Gleice podem ser repassadas pelo Disque Denúncia, no 181. O serviço é gratuito e permite denúncias anônimas.


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