POLÍCIA CIVIL
Grupo é preso em AL suspeito de causar prejuízo de R$ 1,5 milhão a bancos
Medidas foram executadas em Maceió e Rio Largo, com maior concentração no bairro Santa Lúcia
Um grupo suspeito de causar prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão a instituições financeiras é alvo da Operação Fio de Ariadne, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas na manhã de quinta-feira, 2, com cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão.
As medidas foram executadas em Maceió e Rio Largo, com maior concentração no bairro Santa Lúcia, na capital. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens e valores dos investigados até o limite calculado durante as apurações.
A investigação foi conduzida pela Seção Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro, vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado. A ação teve coordenação dos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava o chamado golpe do chargeback por meio de maquinetas ligadas a instituições financeiras. As operações eram registradas como compras e depois contestadas pelos titulares dos cartões.
Com a contestação das transações, as instituições realizavam o estorno de valores antecipados às empresas ligadas aos investigados. Segundo a apuração, quando a recuperação dos recursos era iniciada, as contas já não possuíam saldo.
"A operação de hoje teve como objetivo o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores e sequestro de bens. E o prejuízo apurado, até o momento, é de aproximadamente R$ 1,5 milhão e o grupo criminoso responderá pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e constituição de organização criminosa", explica a delegada Maria Eduarda.
As apurações também apontam o uso de empresas de fachada e de pessoas utilizadas para movimentação financeira. A Polícia Civil informou que existem indícios de envolvimento do grupo em outras modalidades de fraude ainda investigadas.



