Na última quinta-feira (27), o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, cobrou que as denúncias sejam formalizadas para que o órgão possa iniciar as investigações.
Em entrevista coletiva concedida na terça-feira (25), o deputado apresentou documentos que indicam irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo ele, foram R$ 4,7 milhões sacados sem justificativa no ano de 2011.
O deputado explicou que havia requerido, em 2011, os dados das movimentações financeiras da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) à Mesa Diretora e, posteriormente, para a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno.
No entanto, seus pedidos feitos à Caixa só foram atendidos na última semana, após decisões favoráveis do juiz da 6ª Vara Federal, Marcelo Gonçalves, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Toledo Silva.
A Assembleia Legislativa de Alagoas rebateu as denúncias do deputado João Henrique Caldas (PTN) sobre o sumiço de R$ 4,7 milhões das contas da ALE. Em nota oficial, a mesa diretora diz que o deputado cometeu alguns equívocos ao avaliar a movimentação financeira do poder Legislativo Estadual.
A nota diz que a Casa de Tavares Bastos desconhece a afirmação do deputado de que houve saques irregulares. "Tal fato é impossível, tendo em vista que legislação que rege o funcionamento do Siafem [Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios] impede tal operação".
Diz ainda que a ALE tem cada vez mais compromisso com a transparência na administrativa, inclusive com as despesas mensais e explica que os R$ 4,7 milhões referidos são consignações, em razão de empréstimos tomados pelos servidores da Casa, cujo os valores foram devidamente descontados em folha e repassados à instituição bancária credora de tal montante.



