Rio Largo
Prefeito aciona a Justiça para impedir afastamento e denuncia vereadores
Carlos Gonçalves negou renúncia, acusando aliados de ex-prefeito de trama ilegal
O prefeito de Rio Largo, Carlos Gonçalves (PP), ingressou na Justiça para impedir seu afastamento após a Câmara Municipal anunciar, na segunda-feira, 31, que ele teria renunciado ao cargo.
O mandado de segurança (Confira o documento na íntegra) foi protocolado na 1ª Vara Cível de Rio Largo sob o número 0700911-10.2025.8.02.0051 e tramita com prioridade. A ação busca anular a posse do presidente da Câmara, vereador Rogério Silva (PP), com base em um documento que o prefeito afirma ser falso.
O caso está sob análise do juiz Guilherme Bubolz Bohm e tem como impetrantes Carlos Gonçalves e o vice-prefeito Peterson Henrique. Entre os impetrados estão os vereadores Rogério Silva (presidente da Câmara), Rafael Rudson Feitosa Pinto, Carlos Henrique Rolin Vasconcelos, Douglas Henrique de França e Márcio Soares Cavalcante.
"Não renunciei ao meu mandato", diz prefeito
Logo após a sessão extraordinária da Câmara, Carlos Gonçalves divulgou um vídeo nas redes sociais, negando a renúncia e denunciando a ação como um "golpe criminoso". Eleito com 32.496 votos em 2024, o prefeito reafirmou que segue no comando da administração municipal e que tomou todas as providências legais para reverter a situação.
"Não existe carta de renúncia com minha assinatura. É uma carta falsa, fruto de uma tentativa criminosa de golpe. Eu assumi um compromisso com a população de Rio Largo e vou cumprir. Rio Largo não tem dono. É uma cidade do povo e de Deus. Sigo sendo prefeito, eleito democraticamente", declarou.
A denúncia já foi encaminhada à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e a outras instâncias do Judiciário. Segundo Carlos, a manobra teria sido articulada por seu ex-aliado, o ex-prefeito Gilberto Gonçalves (GG), e pelo atual presidente da Câmara, Rogério Silva, que seria o principal beneficiado com a suposta renúncia.
"Essa carta de renúncia é fraudulenta, inconstitucional e inválida! Não renunciei ao meu mandato, e nunca irei renunciar! Já tomamos as providências cíveis e criminais necessárias para reafirmar nossa legitimidade e o poder que nos foi concedido pelo povo!", afirmou o prefeito em nota oficial.