eleições 2026

Filho diz que vaga de vice para o MDB na chapa de Lula seria “simbólica”

Ministro dos Transportes defende fortalecimento da ala governista do partido
Agência Brasil
Presidente Lula ao lado do ministro Renan Filho
Presidente Lula ao lado do ministro Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), afirmou que uma eventual indicação do MDB para a vice-presidência na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 teria caráter “simbólico e importante”, embora o partido não reivindique oficialmente o posto. A declaração foi dada nesta quarta-feira, 15, durante entrevista ao programa Mercado Aberto, do Canal UOL.

Renan destacou que o foco do partido, neste momento, é fortalecer a ala governista e manter o apoio ao presidente. “O partido está apoiando o governo Lula, tem três ministros, e precisamos fortalecer essa ala para vencer a convenção”, afirmou.

Segundo o ministro, o posicionamento do MDB nas eleições de 2026 dependerá de fatores como popularidade do governo, desempenho da economia, geração de empregos e política externa. Ele disse acreditar que o partido tem condições de permanecer ao lado de Lula, mas que isso exigirá diálogo e esforço até o próximo ano.

O ministro também elogiou a estratégia do governo de afastar aliados que não garantem apoio à coalizão, classificando a medida como necessária para manter a estabilidade política. “Não tem sentido formar um governo de coalizão se parte dele vota contra projetos do próprio governo”, disse, em referência à MP 1303, que previa aumento de impostos sobre bancos e grandes fortunas.

Renan Filho afirmou ainda que o MDB decidirá seu caminho em convenção nacional, de forma colegiada. “O MDB não é um partido cartorial, em que o presidente decide sozinho. É um partido democrático, em que senadores, diretórios estaduais e lideranças votam”, observou.

Na mesma entrevista, o ministro destacou o crescimento dos investimentos privados em infraestrutura, que, segundo ele, atingiram níveis históricos. Ele atribuiu o avanço às mudanças nas regras dos leilões, que agora oferecem mais previsibilidade e segurança jurídica aos investidores. “Hoje o Brasil tem uma carteira organizada, com prazos definidos e transparência. Isso tem atraído o capital privado e garantido novos leilões em ritmo acelerado”, afirmou.

Para Renan Filho, a participação da iniciativa privada é fundamental diante das restrições fiscais do Estado. “Com menos recursos públicos disponíveis, é essencial garantir a confiança do investidor. A infraestrutura gera efeitos positivos em toda a economia”, concluiu.


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