eleições 2026
Renan Filho integra lista de ministros com data para deixar Governo Lula
Reforma ministerial prevista a partir de abril pode atingir quase metade da Esplanada
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para uma ampla reformulação ministerial a partir de abril, quando ministros que pretendem disputar as eleições precisarão deixar seus cargos. Entre os principais nomes cotados para sair está o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), apontado como o mais forte candidato a disputar o governo de Alagoas, cargo que já ocupou entre 2015 e 2022.
A expectativa no Palácio do Planalto é que até 22 ministros deixem suas funções, movimento que pode atingir quase metade da Esplanada. A estratégia do governo é substituir os titulares, majoritariamente, por secretários-executivos — os chamados “números dois” das pastas — com o objetivo de preservar a continuidade administrativa e evitar paralisações em programas e obras.
Em conversa recente com jornalistas, o presidente Lula reconheceu que a saída de auxiliares será ampla. “Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, acho que pelo menos 18. Não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer”, afirmou.
Renan Filho e outros nomes cotados
Entre os ministros com intenção mais clara de disputar eleições está Renan Filho, que avalia retornar ao comando do governo de Alagoas. Além dele, outros integrantes do primeiro escalão também são apontados como potenciais candidatos em seus estados, seja a governos estaduais, ao Senado ou à Câmara dos Deputados.
Na lista estão ainda:
- Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos),
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário),
- Waldez Góes (Integração Nacional),
- André Fufuca (Esporte),
- André de Paula (Pesca),
- Macaé Evaristo (Direitos Humanos),
- Sonia Guajajara (Povos Indígenas),
- Anielle Franco (Igualdade Racial).
Parte desse grupo avalia disputar vagas no Senado ou na Câmara dos Deputados.
Saídas já sinalizadas e reorganização interna
Entre as saídas já comunicadas ao presidente estão as de Fernando Haddad, da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, da Justiça. Haddad teria informado que pretende deixar o cargo ainda no primeiro semestre para colaborar com a campanha presidencial, enquanto Lewandowski indicou desejo de se afastar da vida pública após cumprir sua missão no ministério.
No caso da Fazenda, a tendência é que o secretário-executivo Dario Durigan assuma o comando. Já no Ministério da Justiça, a sucessão ainda não está definida.
Outro nome em avaliação é o do vice-presidente Geraldo Alckmin, que pode deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços caso dispute eleição em São Paulo ou volte a compor a chapa presidencial. Seu secretário-executivo, Márcio Elias Rosa, surge como possível substituto.
Mudanças no núcleo do Planalto
A reforma também deve atingir áreas centrais do governo. Na Casa Civil, Rui Costa pode deixar o cargo para disputar o Senado pela Bahia, abrindo espaço para a atual secretária-executiva Miriam Belchior. Já na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann deve concorrer à reeleição como deputada federal pelo Paraná, e seu substituto ainda está em definição.
Há ainda a possibilidade de mudança na Secretaria de Comunicação Social, caso Sidônio Palmeira passe a atuar diretamente na coordenação da campanha presidencial.
Estratégia do Planalto
A orientação do governo é priorizar nomes técnicos e já integrados às equipes para evitar descontinuidade administrativa, especialmente em áreas sensíveis como infraestrutura, logística e programas sociais. A avaliação interna é de que a substituição por quadros externos poderia comprometer o ritmo de entregas em um momento decisivo do mandato.



