INVESTIGAÇÃO

Rui Palmeira diz que PF pode bater à porta do IPREV de Maceió

Vereador fez referência à prisão de um ex-dirigente do fundo previdenciário do Rio de Janeiro
Por Redação 05/02/2026 - 09:32
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CMM
Rui Palmeira diz que PF pode bater à porta do IPREV de Maceió
Rui Palmeira diz que PF pode bater à porta do IPREV de Maceió

O vereador Rui Palmeira afirmou, na tribuna da Câmara Municipal de Maceió na quarta-feira, 4, que os investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió no Banco Master podem motivar atuação da Polícia Federal. O parlamentar citou semelhanças com investigações envolvendo fundos previdenciários de outros estados.

Durante o pronunciamento, Rui fez referência à prisão de um ex-dirigente do fundo previdenciário do Rio de Janeiro, investigado por aplicações na mesma instituição financeira. Para ele, o caso fluminense serve de alerta para a situação do IPREV em Maceió.

“Nós temos convicção que, assim como no Rio de Janeiro, a Polícia Federal vai bater à porta do Instituto de Previdência de Maceió”, declarou o vereador, ao sustentar que há pontos ainda não esclarecidos sobre as decisões de investimento adotadas pelo instituto municipal.

Rui Palmeira informou que Maceió aplicou R$ 117 milhões no Banco Master. Segundo ele, entre cerca de 2.500 municípios com regime próprio de previdência, apenas 15 optaram por investir na instituição financeira, sendo a capital alagoana a que mais destinou recursos.

“Quem mais botou recurso foi a cidade de Maceió. E ainda temos muitas dúvidas em relação ao IPREV Maceió”, afirmou. O vereador disse que não há informações claras sobre quem indicou a compra dos títulos vinculados ao banco.

“Ainda não sabemos quem trouxe o bendito Banco Master para Maceió, quem indicou a compra desses títulos, quem trouxe a consultoria Crédito e Mercado”, disse Rui, ao cobrar esclarecimentos públicos sobre as decisões administrativas.

O parlamentar também citou investigações envolvendo a consultoria Crédito e Mercado em outros estados. “É uma consultoria toda enrolada, que responde a inquéritos e processos”, afirmou. Até o momento, o IPREV não se manifestou sobre as declarações.


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