em clima de mistério
JHC não confirma renúncia ao cargo e decisão segue indefinida em Alagoas
Prazo termina em 4 de abril enquanto Gaspar assume o comando do PL e se posiciona para 2026
A poucos dias do prazo final para desincompatibilização de cargos públicos visando as eleições de 2026, o cenário político em Alagoas segue incerto, especialmente em torno do prefeito de Maceió, JHC. Segundo reportagem do UOL, o gestor ainda não confirmou se deixará o cargo para disputar o governo do Estado ou o Senado, mantendo em sigilo sua decisão.
O prazo legal para renúncia se encerra em 4 de abril. Enquanto prefeitos de outras capitais nordestinas já anunciaram suas saídas, JHC adota cautela e afirma que tomará a decisão “na hora certa”, evitando antecipar movimentos em meio às articulações políticas.
Nos bastidores, a indefinição ocorre em paralelo a mudanças relevantes no tabuleiro político local. Após perder o comando do PL em Alagoas, o prefeito viu o partido ser assumido pelo deputado federal Alfredo Gaspar, que deixou o União Brasil e passou a ser cotado como candidato ao governo ou ao Senado.
A crise no partido se intensificou após o vazamento de negociações envolvendo uma possível filiação de JHC ao PSDB, o que contribuiu para sua destituição da liderança estadual da sigla.
O movimento também ocorre em meio ao rompimento recente entre JHC e o deputado federal Arthur Lira, pré-candidato ao Senado e figura central na reorganização do PL em Alagoas.
Desde 2022, JHC é considerado um nome natural para a disputa ao governo estadual, mas acordos políticos firmados anteriormente teriam limitado sua participação naquele momento. Segundo a reportagem, houve entendimento para que o prefeito não concorresse, abrindo espaço para o então ministro dos Transportes, Renan Filho, e para o senador Renan Calheiros.
O cenário, no entanto, mudou nos últimos meses. Com o rompimento político e a reconfiguração das alianças, cresce a expectativa sobre uma possível candidatura de JHC ao Senado — movimento que poderia alterar o equilíbrio da disputa, já que o eleitor pode votar em dois candidatos para a vaga.
Outra possibilidade em análise, segundo apuração, é a entrada da esposa do prefeito, Marina Candia, em uma das chapas majoritárias ou proporcionais, ampliando o leque de estratégias eleitorais do grupo político.
Enquanto isso, a indefinição sobre a renúncia mantém o ambiente político em ebulição, com aliados e adversários atentos aos próximos passos do prefeito, que podem redefinir o rumo das eleições de 2026 em Alagoas.



