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Câmara bancou viagens em classe executiva para Arthur Lira e Hugo Motta

Passagens internacionais custaram até R$ 45 mil e beneficiaram sete parlamentares
Assessoria do Republicanos
Arthur Lira e Hugo Motta
Arthur Lira e Hugo Motta

A Câmara dos Deputados pagou passagens em classe executiva para sete deputados federais em viagens internacionais realizadas em 2026. Entre os beneficiados estão o presidente da Casa, Hugo Motta, e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.

De acordo com dados de transparência da Câmara, Hugo Motta teve emitidas passagens de primeira classe para Boston, nos Estados Unidos, ao custo de R$ 45 mil. Já Arthur Lira e o deputado Aguinaldo Ribeiro viajaram para Paris com bilhetes de cerca de R$ 42 mil cada.

Além deles, também aparecem na lista os deputados Átila Lira, Cláudio Cajado, Juscelino Filho e Zacharias Calil, que utilizaram voos em classe executiva enquanto a maioria dos parlamentares viajou em classe econômica ou em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Após a publicação das informações, a assessoria de Hugo Motta informou que o presidente da Câmara cancelou a viagem para Boston e que o ressarcimento dos valores já foi solicitado à companhia aérea. Segundo a equipe do parlamentar, a atualização ainda não havia sido registrada no portal de transparência da Casa.

Mesmo com o cancelamento, Motta realizou outra viagem internacional em classe executiva neste ano. Em março, ele voou para Frankfurt, na Alemanha, em passagens que custaram R$ 14,5 mil.

Dados divulgados pela Câmara mostram que, apenas nos quatro primeiros meses do ano, deputados federais fizeram viagens oficiais para 16 países, com despesas que somam cerca de R$ 1,3 milhão. As informações são do jornalista Lauro Jardim. 

Segundo esclarecimento da Câmara, o Ato da Mesa 31/2012 (art. 14, §1º), para cumprir missão oficial no exterior, o deputado que quiser voar em classe executiva ou em primeira classe terá desconto na sua respectiva Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, no valor correspondente à diferença entre o valor da menor tarifa na classe econômica e a classe escolhida pelo parlamentar. Não são utilizados recursos orçamentários adicionais da Câmara para pagamento de classe executiva.

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