POLÍTICA

União-PP deve abandonar Flávio e anunciar neutralidade nas eleições

Dirigentes avaliam retirar apoio antes das convenções partidárias
Reprodução/vídeo
Federação formada por PP e União Brasil avalia adotar posição de neutralidade na disputa presidencial
Federação formada por PP e União Brasil avalia adotar posição de neutralidade na disputa presidencial

A federação formada por PP e União Brasil deve retirar o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e anunciar uma posição de neutralidade na eleição de 2026. A definição vem sendo discutida por dirigentes das duas legendas e pode ser oficializada antes do início das convenções partidárias, previstas para domingo, 20.

Nos bastidores, lideranças avaliam que a relação política com o senador se desgastou nas últimas semanas, reduzindo o consenso em torno do apoio à sua candidatura.

No PP, a principal insatisfação envolve o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Integrantes do partido afirmam que esperavam uma manifestação mais firme de Flávio Bolsonaro em defesa do aliado após ele passar a ser alvo de investigações relacionadas ao caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.


O nome de Flávio também apareceu nas apurações após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de um áudio em que ele solicita a Vorcaro R$ 134 milhões para o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até o momento, o senador não foi alvo de medidas da Polícia Federal relacionadas ao caso.

No União Brasil, o desgaste aumentou após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, aliado político de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro e apontado como possível candidato ao Senado em sua chapa.

Segundo dirigentes da legenda, o silêncio do senador diante da prisão de Canella contribuiu para ampliar a insatisfação entre lideranças partidárias.

A tendência predominante dentro da federação é pela adoção de uma posição de "neutralidade total" na disputa presidencial.

Caso a decisão seja confirmada, Flávio Bolsonaro perderá o apoio de uma das maiores federações partidárias do país, o que poderá dificultar a formação de alianças e a composição da chapa para as eleições de 2026.

Entre os nomes cotados anteriormente para ocupar a vaga de vice estava a senadora Tereza Cristina (PP-MS), possibilidade que, segundo interlocutores das legendas, perdeu força diante do novo cenário político.


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