ELEIÇÕES 2026
Renan Calheiros perde sua hegemonia política e deixa o Senado
Após quatro mandatos, Calheiros ficou em terceiro lugar na disputa e não conseguiu a reeleição
O senador por Alagoas Renan Calheiros (MDB) não conseguir a reeleição no pleito deste domingo,4, após três décadas no Senado. Ele obteve 731.045 votos, o equivalente a 22,24% dos votos válidos, ficando em terceiro lugar na disputa.
Calheiros ficou atrás do seu arquirrival, o ex-presidente da Câmara de Arthur Lira (PP), que conquistou 948.703 votos (28,87%), e da estreante Marina JHC, com 926.860 votos (28,20%). Os dois foram eleitos para as vagas destinadas ao estado.
Em 2018, quando Alagoas também elegeu dois senadores, Renan recebeu 621.562 votos, correspondentes a 23,88% dos votos válidos, e terminou em segundo lugar. Na ocasião, Rodrigo Cunha (PSDB) foi o candidato mais votado, com 34,42%.
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Trajetória de Renan Calheiros
Um dos mais antigos políticos de Alagoas, Renan Calheiros chegou ao Senado em 1995. Ao longo de 32 anos de atuação na Casa, foi reeleito três vezes e ocupou posições de destaque no Congresso Nacional. Em 2005, assumiu pela primeira vez a Presidência do Senado, função que voltou a exercer entre 2013 e 2017.
Durante sua permanência no Senado, Renan Calheiros esteve à frente em momentos de grande repercussão na política brasileira. Em 2016, como presidente da Casa, assumiu interinamente a presidência da República. No mesmo ano, conduziu os trabalhos durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
A trajetória do alagoano também foi marcada por períodos de forte exposição política e disputas internas. Renan deixou a presidência do Senado em 2017, após uma série de embates políticos e investigações envolvendo seu nome. Dois anos depois, no entanto, foi novamente eleito para comandar a bancada do MDB na Casa.
O senador consolidou uma carreira marcada pela presença em decisões de grande repercussão no quadro nacional e pela atuação em diferentes momentos da política brasileira.



