Política
Mensagens entre Flávio e Vorcaro é capítulo mais comentado do caso Master
Redes sociais repercutem o assunto com 450 mil menções em dois dias
Os áudios vazados das conversas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro se tornaram o capítulo mais comentado sobre o caso do Banco Master nas redes sociais.
Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o assunto ultrapassou 450 mil menções nos dias 13 e 14 de maio, superando recortes em relação ao Master que envolvessem os nomes do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme a organização, em 22 de abril, o tema "Master e Lula" acumulou 37,6 mil menções, associando o presidente ao banqueiro em razão do aluguel de embarcações durante a COP30. Já a repercussão envolvendo o Ciro Nogueira, relacionada às investigações da Polícia Federal (PF) sobre supostos pagamentos mensais feitos pelo banqueiro ao parlamentar, alcançou 155 mil menções em 7 de maio e outras 62 mil em 8 de maio.
Após as conversas com áudios divulgadas em reportagem pelo Intercept Brasil, no entanto, o eixo "Master e Flávio Bolsonaro" chegou a 360 mil menções em 13 de maio e somou 123 mil no dia 14, acumulando 8,6 milhões de interações. Com isso, este foi o maior volume de repercussão envolvendo o caso Banco Master nos últimos 30 dias.
Na pesquisa divulgada pelo instituto, os perfis além de veículos de comunicação tradicionais e páginas de notícias que mais tiveram interações a partir dos desdobramentos do caso foram do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos e do jornalista Luiz Bacci.
Vorcaro deu R$ 61 milhões para bancar filme de Jair Bolsonaro
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico "Dark horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), revelou a reportagem do Intercept Brasil.
Em um dos áudios de WhatsApp vazados, Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para finalizar o filme, em 8 de setembro de 2025, um dia antes do banqueiro ser preso pela Polícia Federal (PF) por crime de fraude financeira, que causou prejuízos de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).



