Banco Master
Vorcaro nega vazamento de informações de servidores do Banco Central
Empresário é suspeito de ter pago propina a Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou em depoimento à Polícia Federal (PF) que não obteve informações privilegiadas de servidores do Banco Central enquanto comandou a instituição financeira.
Conforme publicado pelo portal UOL, Vorcaro é suspeito de ter pago propina a Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, ambos chefes de departamento do Banco Central e atuantes na área de supervisão bancária.
De acordo com a defesa de Vorcaro, o cliente ficou por quatro horas prestando depoimento à PF, momento no qual os agentes exibiram ao banqueiro trocas de mensagens com os dois funcionários da autarquia, com quem dividia, em um aplicativo de mensagem, um grupo chamado "Master".
"Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso", defenderam os advogados de Vorcaro.
As investigações da PF apontam que Neves de Souza e Santana compartilharam informações privilegiadas com Vorcaro, além de enviar orientações para o dono do Banco Master. À época da liquidação do banco, os dois funcionários da autarquia também teriam ajudado o banqueiro a prestar esclarecimentos ao Banco Central.
O Master foi liquidado em 18 de novembro de 2025, um dia depois de Vorcaro ser preso ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Tanto Neves de Souza quanto Santana foram afastados dos cargos no Banco Central no início de 2026. Os dois servidores teriam recebido cerca de R$ 4 milhões cada em pagamentos feitos por Vorcaro.
Por Sputinik Brasil



