Jornalista, escritor, colunista do Jornal Extra, da Gazeta de Alagoas e da Tribuna do Sertão, além de presidente do Instituto Cidadão.

Conteúdo Opinativo

Os riscos dos excessos

21/03/2026 - 06:00
Atualização: 19/03/2026 - 22:07
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A democracia brasileira não precisa de lança-chamas nem de extintor às vésperas das eleições que se aproximam. Precisa, isto sim, de serenidade institucional, responsabilidade política e maturidade cívica. A tensão entre direita e esquerda é parte natural do jogo democrático e, quando exercida dentro dos limites da Constituição, cumpre papel saudável: fiscaliza excessos, equilibra forças e impede aventuras autoritárias de qualquer matiz.

O país já pagou caro pelos excessos recentes e não pode correr o risco de repetir um 8 de janeiro ou algo ainda mais grave.

Nasce o Fórum Animal


Nasce, em Alagoas, o Fórum Estadual de Defesa e Proteção Animal, iniciativa que surge com a missão de enfrentar o abandono, defender o respeito à vida e cobrar políticas públicas efetivas para cães e gatos em todo o estado.

O movimento nasce em um cenário preocupante. Maceió e Alagoas acumulam indicadores desfavoráveis na pauta do cuidado animal, com altos índices de abandono, estrutura insuficiente de acolhimento e políticas ainda aquém das necessidades reais.

A proposta do Fórum é articular sociedade civil, poder público e entidades protetoras em torno de uma agenda concreta: campanhas permanentes de conscientização, ampliação da castração, fortalecimento da fiscalização e criação de políticas consistentes de proteção animal.

Sem vice


Nos bastidores da política alagoana, comenta-se que o ministro Renan Filho preferiria indicar um nome próprio para a vice-governadoria, evitando repetir desgastes de experiências anteriores e preservando maior controle político no núcleo do poder.

O problema é que, no xadrez local, a equação não depende apenas de vontade pessoal. O governador Paulo Dantas e o presidente da Assembleia, Marcelo Victor, detêm musculatura política e capital eleitoral suficientes para influenciar decisivamente a composição da chapa e não demonstram disposição de abrir mão dessa prerrogativa.

O traidor e os traídos


Os deputados Marx Beltrão e Paulão investiram muito em Palmeira dos Índios durante anos. Entregaram ao ex-prefeito Júlio Cezar milhões para realização de obras importantes e emblemáticas no município. Agora, o próprio beneficiado, traindo compromissos e fugindo da ética e do decoro, dá o troco aos dois, se lançando como candidato (laranja) à Câmara, mesmo sem a menor chance de eleição. O preço de confiar em político com passado de enganações.

Embaixo do tapete


“Nada ficará sob o tapete”, assegurou o ministro Edson Fachin ao se referir às investigações que cercam o rumoroso Caso Banco Master. A frase soa correta, institucional e necessária, mas, no Brasil real, ainda provoca desconfiança. Não por falta de gravidade do episódio, e sim pela memória recente de escândalos que começaram com promessas firmes e terminaram diluídos em prescrições, acordos e esquecimentos convenientes.

A pergunta inevitável permanece no ar: desta vez será diferente? O país assiste com ceticismo prudente. Se nada ficar sob o tapete, como diz o ministro, será preciso coragem para levantar o assoalho inteiro e mostrar nomes, cifras e responsabilidades.

Bilionário alagoano


Não é surpresa, é fato. Não é sorte, é trabalho, competência e competitividade. Na lista de bilionários do mundo, publicada pela gigante FORBES, encontra-se um alagoano: seu nome, Vitor Wanderley Jr.

Sua origem patrimonial é o Grupo Coruripe, fundado pelo Comendador Tércio Wanderley, seu avô. Uma empresa genuinamente alagoana, com comando sucessório familiar, que chega ao topo do ranking mundial do sucesso financeiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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