Jornalista, escritor, colunista do Jornal Extra, da Gazeta de Alagoas e da Tribuna do Sertão, além de presidente do Instituto Cidadão.

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Quando a canalhice tenta vencer a verdade

28/03/2026 - 10:44
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A campanha ainda nem começou e o esgoto já transborda. O que deveria ser o espaço mais nobre da democracia começa a ser tomado pela lama. Com uma Justiça Eleitoral lenta, muitas vezes incapaz de reagir com a urgência que os fatos exigem, abre-se um terreno fértil para o pior tipo de prática: abuso de poder, mentiras organizadas, ataques pessoais e a destruição deliberada de reputações. Não é política. É degradação.

Foi nesse ambiente que surgiu uma das acusações mais graves e mais repugnantes, já vistas recentemente: uma falsa imputação de crime contra o deputado Alfredo Gaspar. Dois parlamentares, com o respaldo político do Partido dos Trabalhadores, ultrapassaram todos os limites civilizatórios. Não se tratou de crítica política, nem de divergência ideológica. Foi algo muito mais baixo: a tentativa consciente de destruir um homem por meio de uma acusação cruel, sem provas, sem responsabilidade, sem qualquer compromisso com a verdade. Um ataque frio, calculado, desumano.

Mas a mentira, por mais barulhenta que seja, não resiste por muito tempo quando confrontada com os fatos. O desmentido veio rápido, a farsa foi desmontada e a verdade apareceu com a força que sempre tem quando não é escondida. O que restou foi o retrato de uma tentativa covarde de assassinato de reputação.

Conheço Alfredo Gaspar desde menino. Conheço sua história, sua formação, seus valores. Seu pai foi um amigo querido, e sua família sempre foi exemplo de dignidade. Por isso, não tive dúvida sequer por um instante. Falei com sua mãe e sua irmã. Estavam estarrecidas, como qualquer família estaria diante de uma acusação tão brutal, mas estavam firmes, serenas e seguras da verdade. Porque quem conhece, sabe. E Alagoas sabe.

Sabe que não se trata de um político comum, mas de um homem público que construiu sua trajetória com base na firmeza, na coragem e no compromisso com o interesse coletivo. Duas vezes chefe do Ministério Público, secretário de Segurança Pública, hoje deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar nunca se escondeu. Investigou, enfrentou e expôs. Fez o que muitos evitam: tocou em estruturas poderosas, revelou esquemas, denunciou fraudes que desviaram bilhões dos cofres públicos, atingindo justamente os mais vulneráveis, os aposentados deste país.

E é exatamente por isso que se tornou alvo. Porque no Brasil de hoje há uma inversão perversa: quem combate a corrupção passa a ser atacado com violência; quem enfrenta interesses poderosos passa a ser tratado como inimigo. Não perdoam quem não se curva.

Aqui em Alagoas, mesmo em seu primeiro mandato, Alfredo Gaspar assumiu protagonismo. Não por marketing, não por conveniência, mas por atitude. Pela coragem de dizer o que precisa ser dito, contra quem for necessário. Por isso cresce, por isso incomoda e, justamente por isso, tentam destruí-lo.

Hoje, seu nome é apontado como um dos mais fortes do estado, seja para o governo, seja para o Senado. E isso não nasce do acaso, nasce de trajetória, de coerência e de respeito conquistado. A vaga que vier será consequência, mas há algo maior em jogo. Alagoas não quer mais aventureiros, não quer mais farsas, não quer mais políticos moldados pela conveniência. Quer verdade, quer firmeza, quer coragem.

Porque quando a canalhice tenta dominar a política, não basta resistir em silêncio. É preciso reagir. É preciso dizer, com todas as letras, que há limites. E, desta vez, a verdade não se curvou. Ela ficou de pé.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA


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