O rombo do BRB
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, renunciou ao cargo sem solucionar o rombo de R$ 12 bilhões do BRB surrupiados pela gangue do Master. O fato acendeu a luz vermelha no Tribunal de Justiça e deixou sua cúpula apreensiva com a eventual bancarrota do Banco de Brasília, gestor de R$ 3 bilhões em depósitos judiciais de Alagoas.
A preocupação dos magistrados aumenta na medida em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprofunda as investigações sobre os motivos que levaram o tribunal a trocar a segurança do BB – onde esses recursos estavam depositados – pelo insolvente Banco Regional de Brasília.
A decisão do desembargador Fernando Tourinho, então presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, sequer foi submetida à análise do CNJ, ao qual cabe avalizar esse tipo de operação, sobretudo transferências de recursos financeiros fora do padrão.
Quando o Tribunal de Justiça decidiu trocar o BB pelo BRB para gerir os depósitos judiciais, o Banco de Brasília já estava encalacrado com um rombo bilionário provocado pelo falido Banco Master. Agora, os R$ 3 bilhões de Alagoas correm o risco de virar pó com o BRB na iminência de ser liquidado pelo Banco Central.



