Conteúdo do impresso Edição 1347

NOVO ANO

Réveillon NemVem 2026 reúne diferentes estilos e anima a virada em Alagoas

Evento reuniu O Kannalha, Getúlio Abelha e Rock Maracatu em noite de muita energia
Assessoria
Palco NemVem.
Palco NemVem.

Entre sons, encontros e a contagem regressiva, o Réveillon NemVem marcou a virada para 2026 na praia de Riacho Doce. O evento reuniu público em torno de uma programação musical pensada para celebrar o início do ano a partir da convivência e da expressão artística nacional e local.

A edição contou com estrutura open bar e apresentou atrações de diferentes vertentes da música brasileira. A proposta do evento foi aproximar linguagens e gerações, usando o espaço da orla como cenário para apresentações ao longo da noite.

Entre as apresentações, o cantor O Kannalha, vencedor do Prêmio Multishow (2025), falou em entrevista ao EXTRA sobre a experiência de se apresentar no Réveillon. “Tocar no Réveillon é sempre especial para quem está no palco e para quem está na
plateia”, afirmou.

Para o artista, a virada do ano carrega um simbolismo que atravessa o show. “A gente sente a energia de recomeço, de esperança, e isso faz o show ganhar outro significado. São momentos que ficam na nossa memória e na nossa história. Voltar a Maceió e ser tão bem recebido é muito gratificante”, disse.

Kannalha também comentou sobre religiosidade e autenticidade, destacando a importância de representatividade diante do preconceito ainda existente contra religiões de matriz africana. Segundo ele, assumir sua fé é um Evento reuniu O Kannalha, Getúlio Abelha e Rock Maracatu em noite de muita energia Réveillon NemVem 2026 reúne diferentes estilos e anima a virada em Alagoas NOVO ANO ato de resistência.

“Vivemos em um país que ainda tenta demonizar nossa religiosidade. O que queremos é paz. Uso minhas guias como símbolo de quem eu sou e de respeito. Quero que os jovens se aceitem, entendam que o amor e o respeito precisam prevalecer, independentemente da crença”, afirmou, citando a convivência de diferentes tradições religiosas em sua família.

O palco também recebeu Getúlio Abelha, que apresentou um repertório com referências ao forró e performances autorais. A proposta integrou música e expressão cênica ao longo do show, dialogando com o público presente.

Outra atração foi o Rock Maracatu, que levou ao evento uma fusão entre percussões do maracatu e guitarras com arranjos de rock. Fernanda Guimarães, fundadora do coletivo cultural, contou que subir ao palco do NemVem foi como estar em casa e lembrou que, ao longo dos anos, sempre tocou em festas de Réveillon, mas, nas poucas vezes em que não estava trabalhando, era presença garantida no evento como público desde a primeira edição.

Segundo a artista, cantar diante de um público que se identifica com as músicas foi uma forma de começar 2026 com muita energia positiva. “O público estava quente, cantando junto, feliz. Isso energiza todo o coletivo Rock Maracatu”, afirmou.

A cantora destacou ainda a importância de grupos locais ocuparem o palco do Réveillon, reforçando a sensação de pertencimento do evento. Para ela, o maracatu, enquanto manifestação cultural alagoana, ajuda a dar ao NemVem a cara do povo de Maceió.

Além de apresentar repertório autoral e releituras dentro da estética do grupo, ela acredita que a participação aproxima quem vem de fora da cultura produzida no estado. A apresentação também funciona como uma prévia do que o Rock Maracatu levará para a avenida no dia 8 de fevereiro, nas prévias carnavalescas. “É um convite para todos, gregos, troianos, alagoanos, nordestinos e brasileiros, conhecerem um pouco mais da nossa cultura”, completou.


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