ASSASSINATO DE VEREADOR
Viúva de Luiz Ferreira cobra resposta da Justiça após novo adiamento de júri
Rita Namé desabafa sobre a dor dos 15 anos de espera e destaca necessidade de uma resposta civilizatória
O clamor por justiça e o peso de uma espera que já se arrasta por uma década e meia ganharam voz no depoimento de Rita Namé, viúva do médico Luiz Ferreira, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e então vereador de Anadia, assassinado em 3 de setembro de 2011. “Não se pode fazer política com armas, e sim com debates e ideias”, desabafou a viúva, cujo posicionamento ocorre logo após mais um revés no andamento do caso: o julgamento de Wallemberg Wanderson Torres da Silva, apontado como um dos executores do crime, que estava marcado para o dia 10 deste mês, foi adiado de última hora.
A suspensão do júri ocorreu “no apagar das luzes”, após a defesa do réu — conduzida pelo próprio pai de Wallemberg — protocolar um recurso solicitando o adiamento sob a alegação de uma consulta médica emergencial.



