MACEIÓ

MP denuncia violação de direitos humanos dos moradores da Sururu de Capote

Por Tamara Albuquerque com assessoria 10/08/2021 - 10:44
Atualização: 10/08/2021 - 10:55
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Assessoria MP-AL
Reunião com os moradores da Sururu de Capote
Reunião com os moradores da Sururu de Capote

A transferência das famílias que vivem às margens da Lagoa Mundaú, em Maceió, será acompanhada por um comitê gestor instalado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL). A instituição realizou visitas técnicas no local e denunciou que estaria havendo violação aos direitos humanos dos moradores da área. As famílias deixarão a comunidade Sururu de Capote em função das obras de revitalização da orla lagunar, promovidas pela Prefeitura de Maceió.

O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, que está atuando na 61ª Promotoria de Justiça, com atribuição na área dos direitos humanos afirmou que acompanha o processo. “Infelizmente, comprovamos que direitos fundamentais da pessoa humana estão sendo feridos e, por isso, convocamos a reunião. O encontro foi proveitoso, discutimos algumas ações e decidimos por criar o comitê para que o grupo possa acompanhar ainda mais de perto essa realidade”, afirmou ele.

O MP reconhece que a obra é de relevante interesse público, mas, o promotor pontuou que o fundamental é cuidar das pessoas. “Temos que acompanhar como está se dando a realocação dos moradores para que seja garantido um tratamento digno a eles. Inclusive, saber que tipo de nova moradia está sendo ofertada. E, para além disso, cobramos da prefeitura a reinserção social dessas pessoas, uma vez que a grande maioria vive às margens da sociedade”, enfatizou o promotor de Justiça.

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