MORTA EM JANEIRO

OAB-AL vai acompanhar investigação sobre morte de criança eletrocutada em Riacho Doce

Lucas Antônio pisou em um fio da empresa Equatorial que estava no chão; PC investiga o caso
Por Bruno Fernandes com OAB 08/03/2022 - 15:50
Atualização: 08/03/2022 - 17:44
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Arquivo pessoal
Lucas Antônio, de 8 anos, morto após ser eletrocutado
Lucas Antônio, de 8 anos, morto após ser eletrocutado

A Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) vai requerer informações à Polícia Civil e à Equatorial Alagoas sobre o caso do garoto Lucas Antônio, de 8 anos, morto após ser eletrocutado em Riacho Doce, em Maceió.

Lucas morreu após pisar em um fio de poste que estava caído no chão no dia 29 de janeiro. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. De acordo com militares do Batalhão de Eventos (BPE), o poste em que o fio caiu no chão fica perto de um campo de futebol, onde a vítima brincava com os amigos.

“A OAB/AL vai buscar informações junto à Polícia Civil, sobre o andamento do inquérito, além de requerer informações administrativas à Equatorial Alagoas. A ideia é entender a situação e se colocar à disposição da família para assegurar que todos tenham seus direitos respeitados nesse momento de dor”, explicou o presidente da Comissão, Thiago Oliveira.

No dia do acidente, os militares acionados para o local disseram ainda que o menino foi socorrido por uma equipe da Equatorial, que estava na mesma rua para fazer um reparo em uma residência, para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, mas morreu na unidade.

Conforme Allan Pierre, membro da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB/AL, as primeiras informações sobre o episódio confirmam a versão da PM, de que a Equatorial Alagoas foi acionada pela primeira vez às 2h06.

“Há relatos de queda de energia já na madrugada. A criança morreu às 9h30 do dia seguinte”, acrescentou Allan Pierre, que participou da reunião com a família da vítima.

Elias de Jesus Pedro, pai do garoto Lucas Antônio, afirmou que, até o momento, não foi procurado por representantes da Equatorial. O pedreiro informou que decidiu procurar a OAB Alagoas em busca de Justiça.

“Espero que esse caso sirva para que outros pais não passem pela dor que estou passando, que a mãe do meu filho está passando. A sensação é que arrancaram um pedaço da gente”, finalizou o pai da criança.

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