condenado por homicídio

MP de Alagoas pede revogação de prisão domiciliar de “Dudu do Posto”

Empresário está foragido desde a condenação por matar articulador político em 2014
Por Redação 05/04/2025 - 07:03
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Reprodução
Alisson Belarmino e Dudu do Posto
Alisson Belarmino e Dudu do Posto

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) pediu à Justiça a revogação da prisão domiciliar concedida ao empresário Carlos Eduardo Pedrosa, conhecido como “Dudu do Posto”, condenado a mais de 14 anos de prisão pelo assassinato do articulador político José Alysson Belarmino, de 29 anos. Desde o dia 21 de março, quando a sentença foi lida, Carlos Eduardo é considerado foragido.

Para evitar o júri popular, o empresário apresentou um laudo médico alegando sofrer de transtorno de ansiedade. No entanto, após a condenação, fugiu e não foi localizado desde então. No novo pedido encaminhado ao Judiciário, o MP afirma que o empresário não possui doença grave que justifique a concessão da prisão domiciliar.

“Somente é possível a concessão da prisão domiciliar quando comprovada a impossibilidade de assistência médica adequada no estabelecimento prisional”, argumenta a procuradora de Justiça Neide Maria Camelo da Silva. “Não existindo prova idônea de que o paciente está extremamente debilitado por doença grave, bem como de que o presídio não possui assistência médica, não há o que se falar em prisão domiciliar”, complementa.

O crime

O assassinato ocorreu em 2014, na cidade de União dos Palmares, às vésperas das eleições estaduais. José Alysson foi morto a tiros após sair de um comício. Segundo as investigações, ele e Carlos Eduardo atuavam na mesma campanha política: a vítima como coordenador político e o empresário como responsável pelas despesas.

O relacionamento entre os dois teria se deteriorado após José Alysson desconfiar de irregularidades nas finanças da campanha. O desentendimento culminou com o rompimento entre os dois e, posteriormente, com a execução do articulador político.

Carlos Eduardo ficou foragido por nove meses e se entregou em 2015. Após dois meses preso, conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade, apresentando um novo laudo médico que atestava problemas de saúde. O MP o denunciou por homicídio qualificado. No julgamento recente, a defesa obteve a redução da pena em dois anos após o empresário confessar o crime.

Agora, o Ministério Público busca reverter a decisão que concedeu o regime domiciliar, argumentando que a fuga e a ausência de provas médicas consistentes invalidam o benefício concedido. A decisão está nas mãos da Justiça.

Confira nota da defesa de "Dudu do Posto"


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