APÓS FALA DE BOLSONARO
Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda tratamento precoce contra covid-19

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirmou na quinta-feira, 14, não recomendar o uso de qualquer substância como forma de tratamento precoce contra a covid-19, como forma de resposta às recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“A SBI não recomenda tratamento precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro)", informou a Sociedade.
De acordo com a entidade, a recomendação não é feita devido a estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostrarem benefício. "Além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a COVID-19”, começa o comunicado.
A SBI não recomenda tratamento precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina,
— Sociedade Brasileira de Infectologia (@SBInfectologia) January 14, 2021
hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos clínicos (segue)
Além da recomendação, a entidade oferece um documento completo atualizado em dezembro de 2020 em seu site com todas as atualizações e recomendações para o tratamento da covid-19 em casos suspeitos.
O pronunciamento também acontece após o aumento de casos da covid-19 no estado do Amazonas, no qual a quantidade de infectados gerou uma grave crise no sistema de saúde estadual, com falta de leitos e até cilindros de oxigênio após decleração.
Questionado sobre a situação do estado na última terça-feira, 12, durante entrevista coletiva, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atribuiu o agravo nas condições a falta de tratamento precoce, no qual algumas substâncias como a hidroxicloroquina são utilizadas.
“Mandamos ontem [segunda-feira (12)] o nosso ministro da Saúde [general Eduardo Pazuello] para lá. Estava um caos. Não faziam tratamento precoce”, criticou o presidente.
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