CRÍTICAS
Bolsonaro não trata da pandemia com outros países, diz Renan Filho

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não conversa com outros países sobre a pandemia de Covid-19. A declaração é do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), em entrevista ao portal UOL.
De acordo com Filho, a crise ainda está longe da acabar no Brasil, mas o governo federal não se mexe internacionalmente para se preparar para o pior.
"A disputa por equipamentos é planetária", disse sobre a necessidade de insumos e respiradores para os doentes brasileiros. "É uma tarefa para o [presidente do] país porque a relação internacional se dá entre chefes de Estado."
Segundo Renanzinho, "o Ministério [das Relações Exteriores] está com dificuldade". "Os respiradores que vamos receber são nacionais, o que sugere que não conseguimos fazer compras internacionais de grande monta."
Para o governador, seria de vital importância o presidente pessoalmente, e também o ministro das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, conversarem com países e fazer ligações para saber as dificuldades.
"Ligar ao presidente da Argentina, para a primeira-ministra da Alemanha, ao primeiro ministro do Reino Unido, fazer essa relação e se colocar à disposição porque é um problema mundial, os mesmos dilemas", disse.
"Menos ideologia"
Sem citar nomes, Renan Filho tratou de outras polêmicas federais durante a pandemia. Disse, por exemplo, que o Nordeste criou um comitê científico para assessorar os governos e explicou que todas as decisões têm sido recomendadas pela ciência e pela Organização Mundial de Saúde"
Ele também criticou a segunda troca do ministro da Saúde nos últimos meses. "Nunca é bom trocar muito porque [a pasta] tem de funcionar no curto prazo. Eu falei com o atual ministro, pedi uma coordenação nacional. Ele está respondendo interinamente, mas recebi dele uma mensagem de que vai intensificar os trabalhos."
O governador pediu ainda "menos política" durante a crise de saúde. "É preciso menos discussão ideológica e mais pragmatismo para salvar vidas e encontrar o caminho mais curto para vencer a pandemia.".
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