POLÍTICA
Renans buscam trégua com Lira e Barbosa
Governador e o pai falam em 'risco JHC e Rodrigo Cunha'
O governador Renan Filho (MDB) e o senador Renan Calheiros (MDB) estão empenhados em buscar uma trégua com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), e o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (MDB), com o objetivo de atrai-los para o mesmo palanque em 2022. Os movimentos coincidem com o levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 29 de abril, mostrando que, se as eleições fossem hoje, o senador Rodrigo Cunha (PSDB) ou o prefeito de Maceió, JHC (PSB), venceriam as eleições ao governo.
Uma projeção que não interessa a Renan mas agrada a Lira, apesar da insistência do entorno do parlamentar em apoiar o presidente da Assembleia, Marcelo Victor (SDD), que será governador de Alagoas com a renúncia de Renan Filho (que deve disputar o Senado) e vai encarar a reeleição ao Palácio República dos Palmares.
A conhecida filosofia do “ciscar para dentro” adotada pelos Calheiros inclui reuniões na Barra de São Miguel, Maceió e Brasília e se divide em duas frentes. Renan Filho chamou até Gervásio Raimundo, pai de Marcelo Victor (SDD), para a mesma mesa, ao lado de Luciano Barbosa, encontro que aconteceu na Prefeitura de Palmeira dos Índios em 6 de maio, para o lançamento das obras de duplicação da estrada entre Palmeira e Arapiraca. No dia 1°, Renan Calheiros e Arthur Lira almoçaram juntos na casa da senadora Kátia Abreu, em Brasília. Segundo a CNN, também estavam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Gilmar Mendes e o ministro do Tribunal de Contas Vital do Rego Filho, além do ex- -presidente da corte, José Múcio. À CNN, Arthur Lira disse que foi ao almoço, mas que o encontro não significa uma aproximação política com Renan e que se tratou de um encontro casual, informal e descontraído. Questionado se tratou da CPI com Renan, Lira disse que não.
“Não tratei sobre isso. E o presidente nunca me pediu ajuda com isso, até porque não sou senador”, declarou. Mas, uma fonte que participou do almoço disse que a conversa passou por temas da conjuntura política nacional, como CPI, Senado e Governo Bolsonaro, além de temas fora da política.
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