Economia

Governo rechaça com todas as forças mais essa tarifa de 12,5% injustificada

"Parecem ser um mero expediente para substituir as tarifas anteriores, derrubadas pela Suprema Corte
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Ministro da Fazenda, Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou na noite desta quinta-feira, 23, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo ele, não há qualquer justificativa para a nova taxação, que afeta não só o Brasil, mas os principais parceiros comerciais dos EUA.

"Rechaçamos com todas as forças mais essa tarifa injustificada unilateral aplicada a um país que tem renda per capita menor que os Estados Unidos e que tem déficit em relação aos Estados Unidos", afirmou Durigan em entrevista à Band.

Segundo o chefe da Fazenda, as novas tarifas americanas parecem ser "um mero expediente" para substituir as tarifas anteriores, que foram derrubadas por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. "O próprio presidente Donald Trump disse que daria um jeito de fazer a tarifa voltar. Deram um jeito, não tem justificativa, mas deram um jeito de colocar a tarifa, nesse caso, a todas as grandes economias do mundo, inclusive o Brasil", frisou.

O Brasil está no grupo dos países que terão alíquota de 12,5%, após os Estados Unidos concluírem investigações relacionadas à falha de diversas economias em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Na prática, o Brasil terá agora uma taxação de 37,5% para vender alguns produtos aos EUA.

Em relação às repostas por parte do ministério, Durigan reforçou que o governo quer estar ao lado do empresariado brasileiro e que o que já foi aprendido no último ano, desde as primeiras tarifas, foi que as empresas precisam de linhas de crédito para exportação. "Mesmo para o pré-embarque, muitas vezes antes de ter um contrato assinado com alguém do exterior, você já tem um apoio para esse exportador que pode ser um pequeno ou médio negócio. E nós temos linhas de apoio à exportação para diversificar mercados", destacou.

Durigan também voltou a lembrar que o número das exportações aos EUA vem diminuindo nos últimos anos, mas que isso não impediu que o País batesse recordes recentes na balança comercial. Ele destacou que, por insistir nas vias diplomáticas, o Brasil conseguir abrir diversos mercados e costurar acordos comerciais recentemente.

"Nós estamos batendo o recorde na balança comercial. Quem não quer comprar da gente, nós vamos insistir, vamos negociar, mas nós precisamos continuar vivendo e para isso, diversificar a exportação, fazer novas vendas no mercado interno. Nós vamos apoiar o nosso empresariado para isso."


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