LEI 7.680
Maceió cria feriado cívico municipal em homenagem a Padre Cícero
Norma teve origem em projeto do vereador Allan Pierre e foi aprovada por unanimidade
Maceió passa a ter nesta segunda-feira, 20, o Dia de Padre Cícero no calendário do município, após sanção da lei 7.680, em, 18 de julho do ano passado, que criou o feriado cívico em homenagem ao sacerdote cearense.
A norma teve origem em projeto do vereador Allan Pierre (MDB) e foi aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal. A proposta reconhece a relação de fiéis da capital alagoana com Padre Cícero Romão Batista.
Segundo a lei, a data deve estimular ações culturais, educativas e religiosas sobre a trajetória do sacerdote e sua influência no Nordeste. Em Alagoas, romeiros seguem todos os anos para Juazeiro do Norte, no Ceará.
A iniciativa foi apresentada pelo parlamentar durante missa na Paróquia de São Cícero do Juazeiro, no bairro do Feitosa. Com a sanção, a homenagem passou a integrar o calendário cívico de Maceió.
Allan Pierre afirmou que a criação da data representa o respeito à fé da população e à história de nordestinos que mantêm devoção a Padre Cícero. Ele também citou a ligação da homenagem com a cultura religiosa da capital.
"O reconhecimento de Padre Cícero representa o respeito à fé do nosso povo e à história de milhões de nordestinos. Essa lei valoriza uma devoção que atravessa gerações e fortalece a identidade cultural e religiosa de Maceió", destacou Allan Pierre.
Padre Cícero
Padre Cícero nasceu em, 1844, no Crato, no Ceará, e passou a atuar em Juazeiro, então um povoado. Com o tempo, o local se tornou um dos principais destinos de romarias ligadas à sua imagem.
A trajetória do sacerdote ganhou projeção em, 1889, após o episódio envolvendo a beata Maria de Araújo, quando fiéis atribuíram caráter milagroso a uma hóstia durante uma comunhão.
Mesmo com restrições impostas pela Igreja ao exercício do sacerdócio, Padre Cícero manteve apoio entre devotos e também teve atuação política, chegando ao cargo de prefeito de Juazeiro.
O processo de beatificação foi autorizado pelo Vaticano após pedido de Dom Magnus Henrique Lopes ao Papa Francisco, em, maio de 2023. A etapa exige análise biográfica e reconhecimento de milagre com documentação.



