‘Ninho de Falcão’

Ação é deflagrada contra organização interestadual de tráfico de animais

Quadrilha atuava em Alagoas, Bahia e Pernambuco
Por Assessoria 12/05/2026 - 09:58
A- A+
Assessoria
Operação ‘Ninho de Falcão’ é deflagrada contra organização interestadual de tráfico de animais silvestres que atuava em Alagoas, Bahia e Pernambuco
Operação ‘Ninho de Falcão’ é deflagrada contra organização interestadual de tráfico de animais silvestres que atuava em Alagoas, Bahia e Pernambuco

Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos de Alagoas (MPAL), da Bahia (MPBA) e Pernambuco (MPPE) foi deflagrada nesta terça-feira, dia 12, contra organização criminosa especializada no tráfico de animais silvestres. A ‘Ninho de Falcão’ cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços nos municípios de Jaboatão dos Guararapes (PE) e Medeiros Neto (BA), com a finalidade de colher elementos de prova relacionados a fornecedor e receptador de grandes quantidades de espécimes silvestres.

Na Bahia, foram apreendidos 373 pássaros silvestres, entre canários da terra, papa-capins, cardeais, azulões, trinca-ferros, periquitos e corrupiões. Duas pessoas foram presas em flagrante, quando se preparavam para realizar o transporte das aves.

A operação foi coordenada pelos Grupos de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Alagoas, Pernambuco e Bahia, juntamente com o Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Ceama) do MPBA, Núcleo do Meio Ambiente do MPAL, Núcleo de Gestão da Informação e Promotoria de Justiça de São Sebastião (AL). E contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental na Bahia (Cippa) de Porto Seguro, da 44ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Medeiros Neto. Os dois alvos dos mandados possuem antecedentes em tráfico de animais silvestres.

Segundo as investigações, iniciadas há mais de um ano a partir da prisão de um traficante de aves silvestres em Alagoas, o investigado que atua na Bahia pratica a captura de milhares de animais, com auxílio de outras pessoas da rede, e os destina para o receptador em Jaboatão dos Guararapes, mediante contrapartidas financeiras. A apuração aponta que os dois investigados estão envolvidos em uma rede com divisão de funções que maximizam os resultados e ganhos do comércio de animais silvestres.

“As investigações indicam que Alagoas é rota desse tipo de tráfico, como também acaba sendo o destino desses animais capturados na natureza. Além da crueldade à qual elas são submetidas, retirar essas aves de seu ambiente natural provoca desequilíbrios ecossistêmicos”, assinalou o promotor de Justiça Kléber Valadares, do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL, acrescentando que em Alagoas as investigações fazem parte de procedimento perante a 17a Vara Criminal.

A operação desta terça-feira (12) segue os pilares estabelecidos no Manual de Combate ao Tráfico de Animais da Fauna Silvestre Brasileira, de autoria do Conselho Nacional do Ministério Público, com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).


Encontrou algum erro? Entre em contato