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Calheiros acena que não será obstáculo no governo de Bolsonaro
Diferentemente do cenário na Câmara, para a qual elegeu a segunda maior bancada da próxima legislatura, o PSL de Jair Bolsonaro enfrenta dificuldade na briga por espaços de comando no Senado . As posições, como a presidência da Casa, serão definidas no ano que vem, mas as articulações já começaram. Com apenas quatro senadores eleitos, a preocupação do partido do presidente eleito é ganhar musculatura para ajudar Bolsonaro.
Ratificada no discurso dos parlamentares na primeira reunião das bancadas eleitas para o Senado e a Câmara, nesta quarta-feira em Brasília, a estratégia central do partido agora é formar bloco com outras legendas nas duas Casas. No Senado, a missão é considerada “vital”, diz um integrante do partido, lembrando que há oito legendas com mais senadores que o PSL. Essa posição o afasta da chance de comandar as principais comissões da Casa.
Sem poder numérico, o PSL ainda não decidiu como se posicionará sobre a Presidência do Senado. Eleito senador pelo Rio, Flávio Bolsonaro chegou a admitir conversar com Renan Calheiros (MDB), que, com o peso de já ter presidido a Casa por duas vezes, se articula para chegar bem posicionado na briga pela Presidência no ano que vem.
Para a oposição a Bolsonaro, Renan tem se colocado como um nome capaz de fazer um "enfrentamento" às pautas mais radicais. Aos aliados de Bolsonaro, porém, fez acenos de que não será um obstáculo às votações da agenda governista. Em entrevistas, disse que, embora seja contra o fim do Estatuto do Desarmamento, não vê problema em colocar em discussão, por ser uma demanda da população.
O problema é que o senador sofre resistências no PSL. Um dos parlamentares da cúpula do partido argumenta que Bolsonaro se elegeu com o discurso de combater a corrupção e que, agora, não dá para apoiar um nome que responda a processos no Supremo. Ele diz, porém, que o PSL não vai "conseguir fugir" do apoio a um senador do MDB. O partido elegeu a maior bancada, com doze senadores. Nesse cenário, o PSL já sondou a senadora Simone Tebet, líder do MDB, sobre a disposição de entrar na disputa pela Presidência.



