BOLSA DE VALORES
Após suspender operação em Maceió, Braskem perde R$ 2,6 bi
Um dia após a divulgação do laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que associou o afundamento do solo em três bairros de Maceió à extração de sal-gema pela Braskem, a petroquímica anunciou na quinta-feira, 9, a suspensão das atividades no local, com efeito cascata em outras fábricas de vinílicos.
A notícia, associada ao fraco resultado do primeiro trimestre e a perspectivas pouco otimistas para o restante do ano, derrubou as ações da companhia, que perdeu R$ 2,6 bilhões em valor de mercado, para R$ 32,3 bilhões. As ações PNA da empresa lideraram as quedas do Ibovespa e terminaram o dia com perda de 7,4%, cotadas a R$ 40,53, valor mais baixo em 2019.
Entre uma teleconferência e outra para comentar os números do trimestre, a Braskem informou que já deu início aos procedimentos de paralisação da exploração do sal em Maceió e, consequentemente, da produção de cloro-soda e dicloroetano nas fábricas de Pontal da Barra, bairro da capital alagoana.
Até o início da noite de quinta, a produção de PVC, cujo ciclo começa justamente no sal-gema, em Marechal Deodoro (AL) e no Polo de Camaçari (BA) estava mantida - mas a companhia informou que avaliava os impactos da paralisação nessas operações.



