direitos do consumidor

Defensoria recebeu mais de 800 reclamações contra Equatorial em 2019, diz balanço

Empresa de energia é autuada após denúncias sobre discrepâncias em faturas
Por Com assessoria 28/01/2020 - 13:51
Atualização: 28/01/2020 - 14:09
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Foto: Assessoria
Equatorial terá que se explicar à Defensoria
Equatorial terá que se explicar à Defensoria

Em 2019, a Defensoria Pública de Alagoas recebeu mais de 800 reclamações sobre discrepâncias em faturas de energia elétrica. Devido ao índice de reclamações que apontam erros na medição do consumo de energia elétrica, em Maceió, a defensora pública do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública (Nudecon), Norma Suely Negrão, oficiou à Equatorial Energia, na tarde de ontem, 27.

Recentemente, a empresa de energia admitiu a possibilidade de erro, após leitura equivocada gerar uma fatura de R$ 842 mil para consumidor alagoano. O ofício também estabeleceu um prazo de 10 dias para que a empresa encaminhe as informações solicitadas e explique quais medidas têm sido tomadas para sanar, de vez, o problema. 

Aumento descarado de energia é a principal reclamação

"Muito embora não sejam cobranças no valor estratosférico, a grande quantidade de reclamações evidencia a mesma discrepância entre o valor cobrado na fatura, diverso da leitura e da realidade do consumo residencial e dos aparelhos eletrodomésticos que guarnecem suas residências, e que também não refletem qualquer cobrança por recuperação de consumo", explicou a defensora.

De acordo com Norma Negrão, recentemente, a Equatorial Energia admitiu publicamente, após uma situação de cobrança muito acima do possível, que os erros de leitura acontecem. “Contudo, esse erro não é possível ou aceitável, porque do outro lado nós temos o consumidor e ele sofrerá com o erro. Assim, eu questiono, em situações em que a discrepância entre os valores habituais e a fatura errada não é flagrantemente equivocada, mas ainda assim fora dos padrões de consumo da residência, como a empresa atua para evitar que fatos assim aconteçam?”, questionou.

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